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‘QUEM NÃO DEVE, NÃO TEME’

Sindicalista insiste em CPI dos Consignados na AL; ‘ninguém está fazendo nada’

“Parece que, às vezes, as pessoas se esquecem de que há uma fraude gigantesca e de que ninguém está fazendo nada”, afirmou Wagner na terça-feira (07), em entrevista ao Jornal do Meio-Dia
O presidente do Sindicato dos Servidores da Área Meio do Poder Executivo (Sinpaig), Antônio Wagner - Foto: Divulgação

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O presidente do Sindicato dos Servidores da Área Meio do Poder Executivo (Sinpaig), Antônio Wagner, afirmou que permanecerá insistindo para que a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre os empréstimos consignados seja aberta na Assembleia Legislativa (ALMT). Ele cobra investigação sobre a responsabilidade da Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag) no credenciamento de empresas que operam cartões de crédito consignado, acusadas de fraudes milionárias.

“Parece que, às vezes, as pessoas se esquecem de que há uma fraude gigantesca e de que ninguém está fazendo nada”, afirmou Wagner na terça-feira (07), em entrevista ao Jornal do Meio-Dia.

Ao ser questionado se a “tropa de choque” do Legislativo barraria novamente a abertura de CPI, o presidente afirmou que “quem não deve, não teme”, referindo-se à nova tentativa da deputada estadual Janaina Riva (MDB).

“Uma CPI poderia vir para esclarecer todo esse cenário que a gente tem dito que é fraude. E, até hoje, o governador, nem o anterior nem o atual, desmente o que eu venho dizendo em várias entrevistas e reiteradamente. Então, a deputada Janaína propõe essa CPI”, argumenta.

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Ainda, ele comenta que já foram conquistadas quatro assinaturas, incluindo as do deputado Lúdio Cabral (PT), Valdir Barranco (PT), Wilson Santos (PSD) e da própria Janaina. Além desses, o sindicalista afirma estar em contato com Faissal Calil (PL), que confirmou que também assinaria e que vem cobrando que outros deputados também se manifestem.

“Por exemplo, o Paulo Araújo é servidor da saúde. Na saúde, são cerca de dois mil servidores sendo roubados mês a mês nesse escândalo dos consignados, nessa máfia dos consignados. Ele é servidor, ele tem que estar preocupado com a verdade, com a justiça, em combater o crime, porque a função de um deputado é fiscalizar o Poder Executivo”, pontuou, convocando o deputado do Republicanos para o debate.

Antônio Wagner também afirma que o entendimento sobre as falhas do credenciamento é “vergonhoso”, uma vez que cerca de 20 processos que ele analisou continham falhas graves.

“Se a gente entende que houve falhas nos processos de credenciamento, e eu estou sendo muito diplomático em dizer falhas, então a gente espera também que o deputado Júlio Campos possa assinar, que o deputado Eliseu, que também é policial militar. E são só com a Capital Consig mais de 3 mil policiais militares sendo roubados. Então, a gente espera que o deputado Eliseu possa assinar essa CPI também, além de outros deputados”, declarou.

Perguntado sobre o número mínimo de oito assinaturas para a abertura do processo, ele afirmou que são cerca de 50 mil servidores lesados pelos consignados e que essa responsabilidade recai sobre os parlamentares que se recusam a investigar.

São 25 instituições que operam cartão benefício e elas praticam, a grande maioria, estelionato. E eu estava falando aqui que a gente começou a desenvolver esta tese de que há uma prática reiterada de estelionato. E aí eu pergunto à Polícia Civil: por que estelionato é da competência da Justiça e da Polícia Estadual?”, questionou.

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