O presidente da Assembleia Legislativa (ALMT), Max Russi (Podemos), disse que o pedido de CPI dos Consignados “ganha força” com a deflagração da Operação Fugazi, da Polícia Federal, nesta quarta-feira (15). Para ele, caso os alvos tenham se aproveitado de servidores e pensionistas de Mato Grosso, é uma obrigação dos parlamentares investigação.
“Ganha força. Havendo uma operação da Polícia Federal e havendo agentes públicos envolvidos em Mato Grosso com certeza fortalece muito o debate. Tenho que refazer minha fala anterior, porque eu disse que nesse momento eleitoral uma CPI poderia ter dificuldades no seu encaminhamento”, disse nesta manhã.A apuração busca investigar denúncias de fraudes e descontos irregulares em contracheques de servidores públicos e aposentados.
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O requerimento já conta com as assinaturas de Janaína Riva (MDB), Lúdio Cabral (PT), Valdir Barranco (PT) e Wilson Santos (PSD). O requerimento precisa reunir o número mínimo exigido pelo regimento interno (ao menos nove) para ser efetivamente instaurado.
“Havendo isso tudo que citei a Assembleia tem seis ou sete assinaturas para encaminhar para o processo. Agora vai depender das assinaturas dos deputados. É um tema sensível, aflige muita gente, nossos servidores, existe uma série de coisas erradas”, pontuou Max.
O presidente ainda comentou que uma investigação foi feita anos atrás, quando o atual conselheiro do Tribunal de Contas (TCE), Guilherme Maluf, era deputado. Para Max, se a Justiça não tivesse derrubado uma lei que endurecia as formas, isso não teria acontecido com os funcionários públicos. “Infelizmente tivemos uma CPI sobre esse assunto antes do atual conselheiro Guilherme Maluf, fizemos, foi aprovado um projeto de lei que foi derrubado na Justiça e se esse projeto nosso tivesse valendo não teríamos o problema que tivemos nos consignados, mas abriu-se a porteira em relação aos nossos servidores”, desabafou.
Entre os alvos da PF estão as empresas Capital Consig, Clickdigital Participações S.A., Clickbank Instituição de Pagamentos Ltda, Bemcardes Benefícios S.A., ABCCARD Cartões Ltda., Quiz Holding Ltda., e Cartos Sociedade de Crédito Direto S.A. Sendo que a Capital Consig a que mais afetou os servidores matogrossenses. “Eu não posso falar porque não tenho certeza dos nomes dessas empresas, mas se isso se concretizar são empresas que atuaram nos consignados de Mato Grosso e já tendo todo um trabalho em cima disso, acho que a ALMT tem por obrigação aprofundar essa investigação”, enfatizou.





















