A Polícia Federal cumpriu mandado de busca e apreensão, na manhã desta quinta-feira (06.08), em um escritório de advocacia em Cuiabá ligado ao conselheiro do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Ulisses Rabaneda.
A medida faz parte da Operação Heritage, que investiga um suposto esquema de desvio de recursos públicos envolvendo um acordo firmado entre o Governo de Mato Grosso e a operadora Oi S.A., com possível prejuízo estimado em R$ 308 milhões aos cofres públicos.
A informação foi confirmada ao VGN pela assessoria de Ulisses Rabaneda, que informou que deve encaminhar uma nota de esclarecimento ainda nesta manhã.
Os mandados foram autorizados pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino. Ao todo, a operação cumpre 25 ordens de busca e apreensão em Mato Grosso, São Paulo, Rondônia e Ceará. Também foram determinadas medidas cautelares contra investigados, incluindo bloqueio e indisponibilidade de bens, quebra de sigilos bancário e fiscal, recolhimento de passaportes e proibição de deixar o país.
NOTÍCIAS QUENTES – Acesse o grupo do Isso É Notícia no WhatsApp e tenha notícias em tempo real (CLIQUE AQUI)
Segundo a Polícia Federal, a investigação apura possíveis irregularidades em uma negociação que resultou no pagamento de R$ 308 milhões pelo Estado de Mato Grosso. Os investigadores apontam indícios de que a transação financeira teria sido utilizada para desviar recursos públicos por meio de uma estrutura envolvendo fundos de investimento e empresas interpostas, com o objetivo de ocultar a origem e o destino dos valores.
A PF informou que os fatos investigados podem configurar, em tese, crimes de organização criminosa, peculato, lavagem de dinheiro, crimes contra o Sistema Financeiro Nacional e uso indevido de informação privilegiada.
Conforme informações apuradas pelo VGN , Ulisses Rabaneda foi um dos advogados envolvidos na celebração do acordo firmado em 2024 entre o Governo de Mato Grosso e a operadora Oi S.A na gestão de Mauro Mendes, um dos alvos da investigação.
Também participaram da formalização do acordo o desembargador do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), Ricardo Almeida, e o procurador-geral do Estado, Francisco de Assis da Silva Lopes, que também foram alvos da operação realizada nesta quinta (06).





















