A Justiça de Mato Grosso não conseguiu intimar o desembargador Ricardo Gomes de Almeida, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, na ação popular proposta pelo ex-governador Pedro Taques (PSB) que questiona o acordo de R$ 308 milhões entre o Governo de Mato Grosso e a operadora Oi.
Almeida é um dos alvos da Operação Heritage, que apura crimes de desvio de recursos públicos e lavagem de dinheiro referente ao acordo.
No dia 31 de julho de 2026, um oficial de Justiça tentou intimar o magistrado, em sua residência, em um prédio de Cuiabá.
Para isso, chegou lá por volta das 7h37 da manhã, mas não encontrou o desembargador.
Segundo o oficial de Justiça, o apartamento estava vazio.
“CERTIFICO que, na tentativa de encontrar em seu endereço constante no Mandado Judicial, a Parte Intimanda Ricardo Gomes de Almeida; por volta das 07 (sete) horas e 37 (trinta e sete) minutos deste dia, compareci ao local; e, lá, na portaria, fui recebido pelo senhor Bruno Rocha, Porteiro; informou que não conseguiu contato com a referida Parte, mas, autorizou o acesso ao Condomínio Residencial; assim, acompanhado do monitor/segurança Jonas, que disse não haver ninguém no imóvel e, que há mais ou menos sete meses que encontra-se sem morador; mas, estando in loco, constatamos a informação que o imóvel está sem morador”, diz a certidão assinada pelo oficial de Justiça e anexada à ação popular.
A ordem de intimação partiu do juiz Bruno D´Oliveira Marques, da Vara Especializada em Ações Coletivas de Cuiabá.
Com isso, o mandado foi devolvido sem cumprimento ao juízo para deliberações.















