A dor pélvica é caracterizada por um desconforto localizado na região inferior do abdómen, que pode ser constante ou recorrente, e que perdura por mais de seis meses. Ela pode estar associada ao ciclo menstrual, a relações sexuais, à evacuação ou até surgir sem causa aparente.
Entre as causas mais comuns estão endometriose, adenomiose, cistite intersticial, síndrome da dor miofascial pélvica, alterações musculares e até disfunções intestinais ou urinárias.
Infelizmente, muitas mulheres ainda normalizam essa dor, acreditando que “é assim mesmo”. Mas não é. Dor não é normal. É um sinal do corpo que merece atenção e cuidado profissional.
Como a fisioterapia pélvica atua no tratamento da dor?
A fisioterapia pélvica é uma área especializada que cuida da musculatura do assoalho pélvico — um conjunto de músculos responsáveis por funções como continência urinária e fecal, suporte dos órgãos pélvicos e sexualidade.
No tratamento da dor pélvica, a fisioterapia atua
– Identificando e liberando pontos de tensão ou contraturas musculares
– Corrigindo desequilíbrios posturais e biomecânicos
– Reeducando padrões de movimento e respiração
Utilizando recursos como biofeedback, eletroestimulação, terapia manual e exercícios terapêuticos
Cada plano de tratamento é individualizado, respeitando a história e os sintomas de cada paciente, sempre com escuta ativa, acolhimento e atenção à integralidade da saúde da mulher.
Neste mês de conscientização sobre dor pélvica, a mensagem que deixo é clara: não aceite a dor como parte da sua rotina. Existe tratamento, existe acolhimento e existe a possibilidade de viver sem dor.
A fisioterapia pélvica é uma aliada potente no cuidado com o corpo e com o emocional, resgatando autonomia, conforto e bem-estar.
*Os artigos de opinião são de responsabilidade de seus autores e não representam necessariamente a opinião do Isso É Notícia*
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