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AL expõe ‘egoísmo’ de secretário de Mauro Mendes e cobra mais diálogo

As críticas do parlamentar tiveram um peso maior contra o secretário de Saúde, Gilberto Figueiredo, que, segundo ele, tem apresentado resistência para atender os pedidos dos deputados

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Primeiro-secretário da Assembleia Legislastiva de Mato Grosso (AL), Eduardo Botelho (DEM) não escondeu sua insatisfação com a falta de diálogo com os secretários de Estado do governador Mauro Mendes (DEM). As críticas do parlamentar tiveram um peso maior contra o secretário de Saúde, Gilberto Figueiredo, que, segundo ele, tem apresentado resistência para atender os pedidos dos deputados.

Botelho soltou o verbo e disse que Figueiredo é um gestor “difícil e complicado” e age de forma “egoista”. “Ele é muito difícil, ele trabalha só com a ideia dele, ele idealiza e não aceita a sugestão dos deputados. É muito complicado mexer com ele”, disse à rádio Jovem Pan nessa quinta-feira (8).

Botelho seguiu dizendo que um dos atritos ocorreram no desenvolvimento do projeto de readequação da maternidade Rede Cegonha do Hospital São Lucas, em Várzea Grande. A unidade foi inaugurada em maio desse ano e contou com aporte de R$ 2 milhões da Assembleia.

Segundo o parlamentar, Gilberto se mostrou resistente ao assunto na época. “Nós fomos montar a maternidade em Várzea Grande, dando dinheiro da Assembleia, ele colocou empecilho e dificuldades nisso. Agora está lá funcionando”, expôs.

Botelho continuou dizendo que já ficou sem respostas ao sugerir um mutirão de cirurgias no Hospital Metropolitano  para desafogar a fila dos procedimentos que foram suspensos durante a pandemia.

“Ele atende, mas não aceita ideia. Eu levei para ele uma proposta porque o prefeito Kalil me falou que tinha uma fila de cirurgias muito grande em Várzea Grande e disse que precisamos fazer um mutirão. Eu fui lá falar com ele, ele nem me deu satisfação e depois de 20 dias disse que não ia atender. Essas coisas deixam a gente chateado porque nós estamos lá para ajudar”, complementou.

Essa não é a primeira vez que Gilberto é criticado pelos deputados. Em maio, a deputada Janaina Riva (MDB) ficou indignada após ser convidada por Figueiredo para conhecer o projeto “Carreta da Saúde da Mulher” que vai percorrer os municípios realizando exames, incluindo mamografia. Em 2019, a emedebista havia apresentado o projeto de Lei com a mesma finalidade, denominado Mamóvel, que foi vetado integralmente pelo governador. Após o desgaste, a parlamentar foi atendida.

Mesmo diante dos impasses, Botelho disse que reconhece o trabalho de Gilberto à frente da saúde estadual. Contudo, deixou claro que o gestor precisa estar mais sensível e aberto para ouvir os parlamentares.

“A Saúde melhorou, ele trabalha, tivemos grandes avanços, no combate à covid houve grandes pontos positivos como o Hospital Metropolitano, Centro de Triagem na Arena e a descentralização. Ninguém pode negar que houve grandes melhoras, mas é preciso ouvir os deputados porque tem ações pequenas que estamos lá”, concluiu.

Fonte: GAZETA DIGITAL

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