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Arquitetura inclusiva alcança escola de Cuiabá

Ação viabiliza melhorias no atendimento de mais de 100 estudantes

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Com o objetivo de auxiliar na construção do projeto de arquitetura para melhor atendimento de mais de 100 alunos com deficiências cognitivas e físico-motoras da Escola Estadual Especial Livre Aprender, no bairro Areão, em Cuiabá, o Departamento de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Câmpus de Cuiabá, realizou projeto de extensão que abre oportunidade para a escola pleitear financiamentos para a execução das obras.

A ação,  coordenada pelas docentes Dorcas Araújo e Elisa Cox, aconteceu no último doze meses e resultou em um caderno de projetos que foi concebido tendo as palavras Autonomia, Qualidade ambiental e Ergonomia como norteadoras das decisões arquitetônicas.

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Dorcas Araújo explica que a ideia do projeto veio da própria gestão da escola Livre Aprender, que realiza o atendimento de alunos especiais que possuem deficiências cognitivas e físico-motoras de médio e alto graus. “O trabalho contemplou projeto de arquitetura para adequação do espaço escolar, sendo: cozinha experimental, adequação da rampa, humanização e adequação do espaço de piscina para fins de fisioterapia e educação física, espaço para jogos com bola”, destacou.

Ainda nos projetos estavam a sala adequada para alunos com Transtorno do Espectro Autista com banheiro e adequação dos banheiros. “De forma geral esse público requer atenção quanto aos espaços de higienização, e prevemos no projeto mais ergonomia para os servidores na lida com os alunos, e maior segurança e dignidade aqueles com mobilidade reduzida e que dependem de cuidados especiais”, ressaltou.

Laboratório para formação cidadã

Para dar conta de todas as especificidades desse audacioso projeto, a equipe foi composta por nove alunos e por cinco membros da gestão escolar. “Tivemos apoio de um profissional de fisioterapia e representante do Conselho deliberativo da comunidade escolar, que representou as famílias dos alunos”, disse a docente, complementando que  todos tiveram ativa participação nas decisões projetuais.

A docente fala ainda sobre os desafios para que esse tipo de projeto ocorra em outras escolas. “A missão  é entender que a acessibilidade com autonomia, não se trata apenas em atender friamente a norma de acessibilidade  NBR 9050/2020, que é obrigatória por lei, mas atenta às especificidades de cada público alvo para que as intervenções sejam assertivas e significativas”, disse.

“A escola Livre Aprender está sendo um projeto piloto para a temática de uma arquitetura realmente inclusiva e atenta para os seus servidores na sua lida diária, evitando problemas laborais devido a falta de ergonomia e boa qualidade ambiental”, ressaltou, complementando que a escola possui 110 alunos jovens adultos especiais, 60 servidores cuidadores e 26 docentes.

Como missão da UFMT, voltada para o Ensino, Pesquisa e Extensão, Dorcas Araújo, fala sobre a oportunidade de ganho de experiência para os alunos do curso. “ O projeto beneficia a todos, pois proporciona a esses estudantes de graduação a aproximação  da realidade de uma comunidade escolar, com público que demanda atenção diferenciada nos seus espaços cotidianos, e nem sempre é possível atender a temática apenas em trabalhos das disciplinas curriculares”, ressaltou.

Parte do projeto já começou a ser construído. “ A horta que antes era com canteiros no chão e dificultava que alunos com mobilidade reduzida participassem dela como projeto escolar, foi uma das intervenções que propomos, e já foi construída durante o projeto. E está em uso”, finalizou.

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