O Tribunal do Júri de Carlos Alberto Gomes Bezerra foi suspenso, nesta terça-feira (21), após a defesa alegar que não teve acesso a todos os documentos do processo e afirmou não ter condições de prosseguir com o julgamento. Na segunda-feira (20), a Justiça havia negado um pedido para adiar a sessão.
Os advogados afirmaram que tiveram acesso a apenas cerca de dez volumes do processo e que receberam mais de mil páginas de documentos somente na última sexta-feira (17). A defesa também alegou uma suposta quebra da cadeia de custódia na extração de dados utilizados como prova e sustentou que não estava em igualdade de condições em relação ao Ministério Público durante o julgamento.
Após a decisão, os advogados abandonaram o plenário. O Ministério Público questionou a medida. Os defensores permaneceram por alguns minutos no local, discutindo a saída e organizando a retirada.
Diante da renúncia da defesa durante a sessão, a juíza Mônica Catarina Perri Siqueira suspendeu o julgamento e remarcou o Tribunal do Júri para o dia 31 de julho, às 9h. Ela também determinou que o réu permanecesse no plenário para assinar a ata da audiência.
Caso Carlos Alberto Gomes Bezerra não constitua novos advogados até a nova data, a Defensoria Pública será responsável por sua defesa no julgamento.






















