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MEDIDAS URGENTES

Baixinha reforça luta contra assédio no transporte coletivo em Cuiabá

Baixinha destacou que o problema continua acontecendo diariamente e relembrou mais um caso registrado recentemente na Avenida do CPA
A vereadora Baixinha Giraldelli (SOL) - Foto: Danielly Santos

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Em mais uma ação voltada à proteção das mulheres no transporte coletivo, a vereadora Baixinha Giraldelli (Solidariedade) voltou a debater medidas urgentes contra casos de assédio sexual em Cuiabá e anunciou a apresentação de um projeto de lei para ampliar a segurança dentro dos ônibus.

Em discurso firme, Baixinha destacou que o problema continua acontecendo diariamente e relembrou mais um caso registrado recentemente na Avenida do CPA. Segundo ela, as mulheres seguem sendo vítimas de constrangimentos, humilhações e medo dentro dos coletivos lotados.

“Não podemos continuar vendo mulheres trabalhadoras sendo humilhadas dentro dos ônibus, passando por situações de assédio e violência, ficando caladas por medo. O mínimo que elas merecem é respeito e dignidade”, afirmou.

A parlamentar explicou que o projeto de lei prevê a instalação de um botão de pânico silencioso nos ônibus do transporte coletivo. O equipamento poderá ser acionado pelas passageiras em casos de assédio ou qualquer situação de risco, emitindo um alerta ao motorista juntamente com o monitoramento por câmeras.

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“Esse projeto não vai gerar custo para a Prefeitura Municipal. As empresas de ônibus precisam assumir essa responsabilidade. O botão de pânico vai ajudar mulheres que muitas vezes não conseguem denunciar por medo ou falta de provas”, destacou.

Durante o pronunciamento, Baixinha citou dados de uma pesquisa da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), que apontam que 87% das mulheres já sofreram algum tipo de assédio no transporte público. Apesar disso, apenas 3% dos casos são denunciados oficialmente.

A vereadora também chamou atenção para o alto número de ocorrências registradas na região sul de Cuiabá, afetando principalmente mulheres trabalhadoras que dependem diariamente do transporte público.

“São mulheres que acordam cedo para trabalhar, enfrentam ônibus lotados e acabam sofrendo caladas. Muitas têm medo de denunciar porque não sabem quem está ao lado delas. Isso precisa acabar”, declarou.

Baixinha afirmou ainda que irá buscar apoio dos demais vereadores para garantir a aprovação da proposta e reforçou que a proteção das mulheres precisa deixar de ser apenas discurso.

“Fala-se muito em defesa das mulheres, mas está na hora de agir de verdade. Nós mulheres não precisamos aceitar humilhação e violência em silêncio”, concluiu.

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