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ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA

Wilson prevê prisões e diz que esquema dos consignados “saqueou” mais de 60 mil servidores

Wilson diz que o esquema “saqueou” servidores públicos, prevê prisões e acusa o Estado de ter contribuído para as irregularidades
O deputado estadual Wilson Santos (PSD) - Foto: Ronaldo Mazza

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O deputado estadual Wilson Santos (PSD) afirmou que o escândalo dos empréstimos consignados envolvendo servidores públicos de Mato Grosso ainda terá desdobramentos criminais e resultará em prisões.

Em entrevista ao programa #VGN No Ar, do jornalista Geraldo Araújo, nesta quinta-feira (23.07), Wilson afirmou que o esquema foi conduzido por uma organização criminosa formada por instituições financeiras, escritórios de advocacia e agentes públicos. “Esse assunto ainda vai colocar gente na cadeia em Mato Grosso. Pode esperar. Haverá prisões”, afirmou.

Segundo Wilson, o grupo teria levado mais de 60 mil servidores estaduais ao superendividamento. “Formou-se uma organização criminosa com três partes: um pedaço do sistema bancário nacional, escritórios de advocacia e agentes públicos. Esse grupo saqueou mais de 60 mil servidores públicos de Mato Grosso”, declarou.

Na avaliação do deputado, o crescimento dos empréstimos consignados foi favorecido por anos de perdas salariais e pela falta de reposição da inflação, o que levou milhares de servidores a recorrer ao crédito para complementar a renda.

Wilson também responsabilizou o Estado pela dimensão do problema. Segundo ele, o Governo foi omisso diante das irregularidades e deixou de cumprir uma decisão judicial que determinava a revisão dos contratos.

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“O Estado foi conivente, provavelmente mais do que conivente. Não só por omissão, mas também por ação. Contribuiu de maneira decisiva para que esse crime acontecesse contra o servidor”, disse.

Banco Master

Ao comentar o jantar entre o então governador Mauro Mendes (União) e o empresário Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, Wilson afirmou que o encontro, por si só, não é o ponto central da discussão.

Para o deputado, o que deve ser apurado é o fato de que, cerca de 21 dias após o jantar, o Banco Master passou a operar parte dos empréstimos consignados do Governo do Estado.

“Isso é o de menos. O governador pode jantar com quem quiser. O importante é que, cerca de 21 dias depois desse episódio, o Banco Master aterrissou no Governo e assumiu parte significativa dessa relação comercial com o servidor. Esse é o fato que merece ser analisado”, afirmou.

Ao encerrar a entrevista, Wilson defendeu que a ampla adesão dos servidores aos empréstimos consignados revela o fracasso das políticas de valorização do funcionalismo público.

“O surgimento do empréstimo consignado é a prova contundente de que o Estado brasileiro falhou com uma política de valorização do servidor público”, concluiu.

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