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Bomba no Aeroporto de Brasília: Moraes mantém prisão preventiva de réu

Alan Diego dos Santos Rodrigues está em prisão preventiva pela tentativa de explodir uma bomba no Aeroporto de Brasília, em dezembro de 2022
Alan Diego dos Santos Rodrigues - Foto: Reprodução/CLDF

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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), manteve, nesta segunda-feira (6/4), a prisão preventiva de Alan Diego dos Santos Rodrigues, réu no caso da tentativa de explodir de uma bomba no Aeroporto Internacional de Brasília, no Distrito Federal, na véspera do Natal de 2022.

Moraes manteve a preventiva, seguindo o posicionamento de outras duas decisões anteriores. O ministro tem de reavaliar a necessidade da prisão preventiva a cada 90 dias.

Em dezembro, a Primeira Turma do STF tornou réus, de forma unânime, Diego e mais dois acusados pela tentativa de atentado.

O empresário George Washington de Oliveira Sousa, Alan Diego dos Santos Rodrigues e o blogueiro e jornalista Wellington Macedo de Souza já foram condenados pelo caso no Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT).

Posteriormente, parte do processo que trata dos crimes de associação criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado e atentado contra a segurança de transporte aéreo foi remetida ao STF.

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Relembre o caso

Na véspera do Natal de 2022, equipes da Polícia Militar (PMDF) e do Corpo de Bombeiros (CBMDF), com apoio da Polícia Federal (PF) e da Polícia Civil (PCDF), mobilizaram-se em área próxima ao Aeroporto de Brasília para desarmar uma bomba com potencial de provocar sérios danos ou “uma tragédia”, como definiu o então diretor-geral da Polícia Civil do DF à época, Robson Cândido.

A bomba estava acoplada a um caminhão-tanque e só não foi acionada por um erro técnico. A polícia identificou e prendeu no mesmo dia o suspeito de tentar explodir o artefato.

O empresário que planejava atentado em Brasília foi identificado como George Washington Oliveira Sousa. Logo em seguida, os outros dois nomes foram apontados.

Segundo a acusação do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) no TJDFT, inconformados com a vitória de Lula nas eleições de 2022, Wellington Macedo de Souza, George Washington de Oliveira Souza e Alan Diego dos Santos Rodrigues arquitetaram um plano para provocar o que chamavam de “comoção social” capaz de desencadear a decretação de estado de sítio e intervenção militar, o que, segundo o plano, tiraria o petista do poder.

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