O influenciador digital e pré-candidato ao Governo de Mato Grosso, Rafaell Milas, publicou nas redes sociais uma denúncia contra o prefeito de Rondonópolis, Cláudio Ferreira (PL), apontando suposta irregularidade na transferência da filha do gestor para o curso de Medicina da Universidade Federal de Rondonópolis.
Segundo o pré-candidato, a estudante teria saído da Universidade de Cuiabá, instituição privada, para ingressar na universidade pública sem passar pelos critérios tradicionais, como nota do Enem ou processos seletivos regulares.
Em vídeo divulgado nesta quarta-feira (15), Milas questiona a legalidade da transferência e sugere possível favorecimento. Ele também levanta dúvidas sobre a justificativa de mudança de domicílio, que, segundo afirmou, teria sido utilizada para viabilizar o ingresso.
“Há duas formas comuns de entrar em uma universidade pública: pelo desempenho no Enem ou por transferência dentro das regras. O que precisa ser esclarecido é como essa vaga foi obtida”, afirmou.
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O influenciador argumenta ainda que o dispositivo legal citado, – que permite transferência por motivo de mudança de domicílio -, se aplicaria apenas a servidores públicos concursados, e não a agentes políticos. Ele também questiona o fato de o prefeito manter, segundo ele, residência e domicílio eleitoral em Rondonópolis mesmo antes de assumir o cargo.
Outro ponto mencionado na denúncia diz respeito a convênios firmados entre a Prefeitura de Rondonópolis e a universidade federal. Para Milas, a relação institucional levanta dúvidas sobre possível conflito de interesses, embora não apresente provas diretas de irregularidade.
O pré-candidato também associou o caso ao cenário político local, citando a possível candidatura da primeira-dama a deputada estadual e levantando questionamentos sobre impacto na credibilidade das instituições envolvidas.
Por fim, ele afirmou que o caso teria sido encaminhado ao Ministério Público Federal, que deve analisar possíveis crimes como prevaricação, advocacia administrativa e falsidade ideológica. Até o momento, não há confirmação oficial sobre a abertura de investigação.





















