A Comissão de Ética da Câmara de Cuiabá, sob Lilo Pinheiro (PDT), decidiu acatar a representação da vereadora Edna Sampaio (PT), que pede abertura de processo disciplinar contra o vereador tenente-coronel Marcos Paccola (Republicanos), mas declinou de se posicionar sobre o possível afastamento imediato do parlamentar.
Os dois pedidos foram apresentados pela vereadora Edna Sampaio (PT), que aponta suposta quebra de decoro parlamentar de Paccola no episódio em que ele confirmou ter disparado e matado o agente socioeducativo, Alexandre Miyagawa, 41 anos, no dia 1º de julho. O parlamentar alega legítima defesa.
“A Comissão de Ética acatou a representação e já informou que vai carrear as provas que estão transcorrendo na investigação policial. E tão logo chegue o inquérito policial para a Comissão de Ética, a gente vai se manifestar a respeito da decisão final”, afirmou Lilo na manhã desta segunda (11), depois de uma reunião entre os membros da Comissão.
Na prática, caso o Plenário chancele a abertura do procedimento contra Paccola, os trabalhos seguem pausados até a conclusão das investigações que são conduzidas pela Polícia Civil. A Comissão só deve se debruçar sobre o caso após o recesso parlamentar.
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Já sobre o pedido de afastamento, o presidente da comissão disse que o entendimento do grupo, formado por ele, Adevair Cabral (PTB) e Michely Alencar (União Brasil), é de que cabe à Mesa Diretora, sob Juca do Guaraná (MDB), avaliar a situação e, depois, decidir se submete ou não o pedido ao Plenário.
“Quanto ao pedido de afastamento imediato a comissão entende que cabe, exclusivamente, à presidência a análise dos aspectos constitucionais para pautar o Plenário”, enfatizou.
A expectativa é de que o presidente da Câmara, Juca do Guaraná, submeta para votação, já nesta terça (12), ao menos o parecer de abertura de procedimento contra Paccola, que pode culminar em sua cassação. Quanto ao afastamento do cargo, há dúvidas se haverá votação em Plenário.
Caso
Alexandre, conhecido pelos amigos como “Japão” foi morto em uma sexta-feira. Ele estava acompanhado da namorada Janaina Sá, que afirmou que a vítima estava com a arma guardada no coldre a todo momento.
Paccola diz que determinou ao seu assessor para que recolhesse a arma do agente do chão logo após os disparos, em razão da suposta instabilidade emocional da namorada. O revólver, segundo o vereador, estava ao lado da mão direita do agente.
As duas versões foram apresentadas e são investigadas pela Polícia Civil. O delegado Hércules Batista Gonçalves, da Delegaciade Homicídios e de Proteção à Pessoa está à frente das investigações.
Fonte: RD NEWS




















