Em entrevista concedida durante a campanha de 2022, o então candidato à reeleição ao Governo de Mato Grosso, Mauro Mendes (União), afirmou que as obras do BRT poderiam ficar prontas em até dois anos e meio, caso fosse reconduzido ao cargo. Nesta semana, porém, Mendes disse que nunca prometeu entregar o modal, mas sim encontrar uma solução para o sistema de transporte.
Na declaração feita durante a campanha, Mauro afirmou que o contrato estava assinado, que a obra já havia começado e que o Estado tinha recursos em caixa para executar o projeto.
“Contrato assinado, a obra já começou, já está na mão da empreiteira. Se Deus quiser, em dois anos e meio essa obra vai estar pronta, e o governo tem o dinheiro no caixa para começar e terminar essa obra”, disse à época.
Nesta semana, ao comentar o andamento do BRT, Mauro afirmou que seu compromisso era apresentar uma solução para o impasse deixado pelo VLT, e não garantir a conclusão da obra dentro de um prazo específico.
“Encontrei a solução, eu não disse que ia terminar o VLT ou o BRT em quatro anos. Está escrito lá qual seria? Não, não está escrito. Eu encontrei a solução melhor, que foi dada pelos técnicos”, afirmou.
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Mauro renunciou ao cargo de governador em março. Com a saída dele, o vice, Otaviano Pivetta (Republicanos), assumiu o Governo do Estado com a missão de concluir as obras do BRT em Cuiabá e Várzea Grande.
Apesar da declaração recente de Mauro, integrantes do próprio governo chegaram a reforçar, em outros momentos, a previsão de entrega do modal ainda dentro da gestão. Em fevereiro de 2025, o então secretário-chefe da Casa Civil, Fábio Garcia, afirmou que não havia possibilidade de Mauro encerrar o mandato sem entregar o BRT.
“Não há chance de o governador Mauro terminar o mandato sem entregar o BRT”, disse o secretário à imprensa na ocasião.
Naquele período, o governo também sustentava que o objetivo era concluir o sistema ainda na gestão iniciada em 2023, apesar dos atrasos, entraves contratuais e mudanças no cronograma da obra.
O BRT foi escolhido para substituir o VLT, projeto lançado para a Copa do Mundo de 2014 e que nunca entrou em operação. A obra do VLT foi abandonada após atrasos, disputas contratuais, investigações de corrupção e revisão do modelo de mobilidade urbana em Cuiabá e Várzea Grande.
Nesta semana, o governo informou a conclusão das pistas do BRT no primeiro trecho, entre o Aeroporto Marechal Rondon, em Várzea Grande, e a Avenida do CPA, em Cuiabá. Apesar disso, o modal ainda não começou a operar.
A previsão atual é que o sistema entre em funcionamento até o fim do ano, após a conclusão das estações, terminais, ajustes operacionais e aquisição dos veículos.




















