A disputa interna no União Brasil pela definição do projeto do partido para as eleições de 2026 entrou em uma nova fase e ampliou as incertezas sobre a sucessão ao Governo de Mato Grosso.
Faltando dez dias para a convenção da sigla, marcada para o fim do mês, lideranças políticas intensificaram as articulações em torno de dois projetos distintos: a candidatura do senador Jayme Campos ao Palácio Paiaguás ou a manutenção da aliança com o governador Otaviano Pivetta (Republicanos), apoiado pelo ex-governador Mauro Mendes (União).
A movimentação ganhou força na segunda-feira (20), após a publicação de informações indicando que a tendência seria de o União Brasil homologar a candidatura de Jayme ao Governo, mas permitir que filiados apoiem Pivetta, caso desejem.
Nos bastidores, entretanto, lideranças políticas avaliam que a definição da convenção pode não encerrar a disputa.
Isso porque o União integra a Federação União Progressista, ao lado do Progressistas (PP).
Caso haja divergências entre as duas legendas sobre o encaminhamento eleitoral, a decisão poderá ser submetida às executivas nacionais da federação.
Nesse cenário, entram em cena as principais lideranças nacionais dos dois partidos.
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Jayme Campos mantém interlocução com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), enquanto Mauro Mendes é apontado como aliado da direção nacional do União Brasil.
Pelo PP, eventual discussão também dependeria da Executiva comandada pelo senador Ciro Nogueira (PI).
CONTAGEM DE VOTOS MOVIMENTA BASTIDORES – Durante a tarde, informações divulgadas nos bastidores políticos apontavam que o grupo alinhado a Mauro trabalhava com a expectativa de reunir 31 dos 50 votos dos convencionais aptos a participar da convenção estadual.
Se confirmada essa projeção, o grupo de Jayme contaria com os 19 votos restantes.
Nenhum dos dois grupos confirmou oficialmente esses números.
Enquanto isso, parlamentares e dirigentes partidários seguem mobilizados para conquistar o apoio dos convencionais.
Entre as articulações, lideranças do grupo governista também discutem a composição da futura chapa majoritária.
Nos bastidores, o deputado federal Fábio Garcia (União) é citado como possível candidato a vice-governador, em uma eventual chapa encabeçada por Otaviano Pivetta, hipótese que ainda não foi oficializada.
CONVENÇÃO PODE NÃO ENCERRAR DISPUTA – A expectativa entre aliados das duas correntes é que o resultado da convenção tenha reflexos que vão além da definição do candidato do partido.
Nos bastidores, há dúvidas sobre a possibilidade de recursos às instâncias nacionais da Federação União Progressista, caso uma das alas questione o resultado da convenção estadual.
Também permanece indefinido como ficará a relação política entre os grupos após a votação, especialmente porque União e Republicanos integram atualmente a base de sustentação do Governo do Estado.
Para analistas políticos, a decisão poderá influenciar diretamente a formação das alianças para 2026 e o posicionamento de outros partidos que aguardam a definição do União para anunciar seus próprios movimentos.
Com o calendário eleitoral se aproximando, a convenção do partido passou a ser considerada um dos principais marcos da pré-campanha em Mato Grosso, diante da possibilidade de redefinir o cenário da sucessão estadual e a composição das principais chapas para o próximo pleito.





















