Apareceu notícia de que a UFMT possa ter um campus em Lucas do Rio Verde. Também esteve na mídia estadual a informação de que a UFMT em Sinop, hoje ainda vinculada a Cuiabá, será uma universidade federal independente, como aconteceu antes com Rondonópolis. Ali se tem a Universidade Federal de Rondonópolis. Seria o caso de Sinop´ também.
Levantam-se assuntos como esse para dar uma volta pela história recente da educação superior em Mato Grosso. Durante muito tempo havia somente a Faculdade de Direito em Cuiabá, com ligação municipal. Não havia nenhum outro curso superior.
Quem queria ter uma formatura teria que sair do estado para estudar fora, basicamente no Rio de janeiro, capital federal. Somente filhos da elite local, ou que tivesse apoio de alguém no Rio, é que podiam fazer um curso superior.
Não se está falando somente lá atras na história local, mas até mais recentemente. Ali pela década de 1960 não havia praticamente ensino superior por aqui e, como dito, os que podiam iam estudar fora.
Ou iam por água em barcos até Corumbá ou sei lá que outra maneira porque estradas para o chamado outro Brasil praticamente não haviam. Os cursos mais procurados lá fora eram os de medicina e direito, apesar de ter uma faculdade nessa área aqui também.
Com a explosão populacional que teve Cuiabá a partir da década de 1970, saltando de cerca de 60 mil habitantes para mais de 100 mil em uma década e dai para frente dobrando a população local a cada dez anos, com base no enorme crescimento econômico que trouxe o agro para o estado. Aí sim começa a se pensar mesmo em educação superior por aqui.
Apareceu o Instituto Superior de Educação, já com outros cursos. Foi a partir desse Instituto que se criou a UFMT em Cuiabá em dezembro de 1970. A grande maioria hoje dos professores ali já tem mestrado e doutorado. Outro dado importante nessa analise sobre educação superior no estado.
No Instituto Superior de Educação e no início da UFMT, praticamente não haviam professores com pôs graduação. Apenas com graduação. Hoje praticamente todos tem mestrado ou doutorado. Alias, já se pede em concursos para suprir vagas na Universidade Federal que o candidato tenha pós- graduação. Não era bem assim lá atras.
O tempo passou e hoje, além da UFMT, se tem a Unemat em diferentes cidades do estado e cada dia mais surgindo universidade federa com os casos de Sinop, e Rondonópolis e campus agora em Lucas.
Tem um dado nessa área, as pesquisas, que estão melhorando, mas tem que merecer toda atenção e apoio: professores estão cada dia mais fazendo pesquisas. Mas, dizem os que estão mais perto do assunto, que se tem ainda que aumentar mais ainda. Que deveria haver também uma dedicação maior em fazer pesquisas sobre as necessidades locais nos diferentes campos do saber.
O importante é salientar o quanto cresceu o ensino superior no estado se comparado com passado não muito distante. Pouco se fala em gente saindo agora para estudar graduação fora, como era a regra antes.
Alfredo da Mota Menezes é analista político.
*Os artigos de opinião são de responsabilidade de seus autores e não representam necessariamente a opinião do Isso É Notícia*
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