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LULA X BOLSONARO

Emanuel cita preocupação com Cuiabá e evita escolher lado no 2º turno

Devido à preocupação com as consequências que o anúncio do seu voto poderia trazer para Cuiabá e, por enquanto, estaria apenas ouvindo as opiniões de aliados e da população

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Apesar de ter caminhado ao lado do grupo pró-Lula ao longo de todo o primeiro turno das eleições, quando a primeira-dama Marcia Pinheiro (PV) foi candidata ao Governo do Estado, o prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), se recusou a tomar um lado na disputa travada pela Presidência da República entre Jair Bolsonaro (PL) e Lula (PT) neste segundo turno. 

Marcia foi a candidata da federação firmada entre PT, PV e PCdoB e recebeu apoio direto, via vídeo, do líder petista. À imprensa, logo após ser derrotada, ela se posicionou afirmando que continuaria atuando para conquistar mais votos para Lula no estado. Emanuel, por sua vez, tem saído pela tangente quando questionado sobre o assunto.

O argumento dado pelo emedebista para ficar “em cima do muro” é preocupação com as consequências que o anúncio do seu voto poderia trazer para Cuiabá e, por enquanto, estaria apenas ouvindo as opiniões de aliados e da população, mas sem tomar partido.

Emanuel Pinheiro e Marcia Pinheiro

“Como prefeito da Capital, represento 700 mil cuiabanos e é uma eleição muito acirrada, muito polarizada. Então, como prefeito eu devo ter todo cuidado e precaução. Tenho ouvido a sociedade, a população, a minha base e meus companheiros e a tônica de tudo, a base de tudo, é que estou preocupado com as consequências de um eventual anúncio de minha parte pode causar à cidade que eu administro. Todo cuidado é pouco”, disse.

A falta de posicionamento não repercutiu bem entre as lideranças petistas. A deputada federal Rosa Neide, por exemplo, lembrou o apoio dado pelo PT a Emanuel durante as eleições de 2020, lembrou a candidatura de Marcia defendida pelo partido nas eleições deste ano e disse que um bom político não fica em cima do muro.

Já o deputado estadual Lúdio Cabral, que nunca escondeu não ter engolido Emanuel assumir a coordenação da campanha majoritária da federação quando nem mesmo é de um partido que integrava a aliança, disse que o comportamento do prefeito é “convencional e ruim na política”.

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Fonte: RD NEWS

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