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Esposa de ex-prefeito, cuiabana é cotada para ser vice de Flávio

Filho de ex-presidente tem procurado vice mulher em aceno ao eleitorado em que enfrenta resistência
A cuiabana Marina Candia, esposa do ex-prefeito de Maceió João Henrique Caldas - Foto: Reprodução

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A cuiabana Marina Candia (PSDB), esposa do ex-prefeito de Maceió João Henrique Caldas, é uma das cotadas pelo PL para ser vice de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na disputa pela Presidência da República. A informação foi divulgada nesta segunda-feira (3) pelo Jornal O Globo.

Flávio tem procurado uma vice mulher, como um aceno ao eleitorado feminino. No caso de Marina, o entrave é seu partido, o PSDB, que avalia adotar neutralidade nas eleições, ao invés de compor com o bolsonarista.

Marina é formada em direito e administração e nunca disputou cargo eletivo. Ela é cuiabana e neta do ex-vice-governador de Mato Grosso José Monteiro de Figueiredo (1971 a 1975), conhecido como “doutor Zelito”.

Recentemente, ela alterou seu nome nas redes sociais de Marina Candia para Marina JHC, para associar sua imagem à do marido, que deixou a Prefeitura de Maceió em abril para concorrer ao Governo de Alagoas nestas eleições.

Segundo a reportagem, outras opções de vice que Flávio tem são: a deputada Renata Abreu (SP), presidente do Podemos, a senadora Tereza Cristina (PP-MS), a ex-presidente da Caixa Daniella Marques (Republicanos) e, por fim, opções dentro da própria legenda, como as deputadas Júlia Zanatta (SC) e Priscila Costa (CE).

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eia a matéria de Lauriberto Pompeu na íntegra:

O senador Flávio Bolsonaro, que é pré-candidato à Presidência da República nas eleições deste ano – Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

Flávio chega à reta final das convenções sem vice e com desafio de aparar arestas com aliados

Principal nome da oposição na disputa presidencial deste ano, o senador Flávio Bolsonaro (PL) chega na reta final das convenções partidárias sem ter definido um candidato a vice para sua chapa e com dificuldades para ampliar seu rol de alianças.

O presidenciável tem dito que pretende escolher uma mulher como companheira de chapa, de preferência de um partido que tope se aliar à sua candidatura, mas as legendas procuradas por ele até agora resistem a fechar um acordo.

O prazo da lei eleitoral para que as siglas realizem suas convenções partidárias, etapa necessária para formalizar o apoio, termina na quarta-feira, prazo que Flávio pretende utilizar para as definições da vice e da coligação que levará às urnas em outubro.

Na semana passada, o presidenciável chegou a convidar a senadora Tereza Cristina (PP-MS) para ser sua companheira de chapa, mas o partido dela divulgou uma nota em que decidiu pela neutralidade na disputa presidencial.

Ele também cogitou a ex-presidente da Caixa Daniella Marques (Republicanos) como possibilidade. O partido dela, porém, também tende à neutralidade na eleição presidencial, mas ainda não divulgou uma posição. O martelo deve ser batido pela legenda na terça-feira, data da convenção nacional do Republicanos.

Além das dificuldades com o partido do Centrão, uma eventual escolha de Marques não é vista com bons olhos pelo presidente do PL, Valdemar Costa Neto, que já disse que é preciso haver um perfil mais político para a vice e que a ex-dirigente da Caixa não traz votos para Flávio.

Diante das dificuldades, uma parte do entorno do candidato do PL avalia ter a presidente do Podemos, deputada Renata Abreu (SP), como vice. A legenda, no entanto, também indica optar pela neutralidade na disputa presidencial. O partido vai se reunir nesta segunda-feira para decidir a posição no pleito.

Como alternativa é citado o nome de Marina Candia (PSDB), mulher do ex-prefeito de Maceió João Henrique Caldas (PSDB). Nesse caso, também há dificuldades para fechar uma composição porque o partido dela também avalia adotar neutralidade.

Caso Flávio não tenha sucesso em atrair um partido aliado, o PL estuda algumas opções dentro da própria legenda para vice, como as deputadas Júlia Zanatta (SC) e Priscila Costa (CE). As duas já chegaram a sinalizar abertura para se candidatarem ao cargo.

Apesar disso, Flávio e integrantes do PL desejam insistir em atrair outros partidos e se recusam a definir antecipadamente que a candidata a vice vai ser do PL. A estratégia é usar todo o tempo disponível para tentar aliança com outro partido.

Desgaste interno

Além das dificuldades em atrair o apoio de outros partidos, Flávio também tem enfrentado desgastes internos, como a crise com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.

Após a madrasta do senador expor as desavenças entre os dois no fim de junho, quando divulgou um vídeo dizendo ter sido “desrespeitada e maltratada” pelo senador, a expectativa de aliados era que um encontro neste domingo, quando Michelle teve sua candidatura ao Senado confirmada, pudesse simbolizar uma reconciliação. Ela, porém, não foi ao evento.

Durante o auge da crise, Michelle saiu da presidência do PL Mulher, ameaçou não ser candidata ao Senado e se desfiliar do partido. Apesar disso, Flávio gravou um vídeo pedindo desculpas, que foram aceitas por Michelle.

Os dois ainda não se encontraram pessoalmente, mas ela foi confirmada como candidata a senadora e divulgou uma carta em que declara apoio a Flávio como candidato a presidente.

Outros candidatos

Diferentemente de Flávio, a maior parte dos principais candidatos a presidente já definiram seus vices. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva já tem confirmada a candidatura do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) à reeleição, o candidato do PSD, Ronaldo Caiado, tem o presidente de seu partido, Gilberto Kassab, como companheiro de chapa, e o candidato do Missão, Renan Santos, terá o militar Aroldo Medina, também de sua sigla, como candidato a vice.

Além do presidenciável do PL, o candidato do Novo, Romeu Zema, também não definiu seu vice. Uma opção avaliada é a do senador Eduardo Girão (Novo-CE), que apesar disso tem dito que vai ser candidato a governador do Ceará. O escritor Augusto Cury, pré-candidato do Avante, também não definiu quem vai ser seu vice.

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