O ex-governador Mauro Mendes, pré-candidato ao Senado pelo União Progressista, fez graves acusações que sugerem prática de crimes como tráfico de influência e advocacia administrativa praticada por membros da Procuradoria-geral da República, instância máxima do Ministério Público Federal (MPF), e pelo ex-governador Pedro Taques (PSB).
As declarações de Mauro foram feitas em reação à divulgação da notícia publicada pela jornalista Malu Gaspar, do jornal O Globo, de que o ex-governador é investigado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) por atos do governo que teriam beneficiado o Banco Master, do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, que está preso desde a Operação Compliance Zero.
Ao comentar o inquérito – que, segundo O Globo, foi aberto a pedido da PGR -, Mauro atribuiu a investigação a uma articulação política do ex-governador Pedro Taques, pré-candidato a senador pelo PSB que já ocupou o cargo de procurador da República. Mauro não citou nominalmente Taques, mas, enquanto falava, uma foto do ex-governador do PSB aparecia no vídeo.
“Eu tenho ouvido aí nos bastidores da política quem um ex-governador que também é candidato ao Senado, ele tem andado por Brasília, usando da sua influência no Ministério Público Federal porque ele já foi membro do Ministério Público Federal, e deve ter feito alguns amigos que junto com alguns políticos aqui de Mato Grosso, pra criar, para fabricar algum tipo de operação, algum tipo de situação, pra tentar me prejudicar aqui no Estado com essas mentiras. Isso seria uma grande ‘forçação’ de barra. Não vão conseguir”, declarou Mauro em vídeo publicado nas redes sociais.
As declarações colocam em xeque a PGR.
Além disso, Mauro também atribuiu as denúncias ao que classificou como “comitê de maldade” que, segundo ele, seria uma espécie de parceria entre políticos e jornalistas para lhe atingir com “fake news”.
Confira o vídeo publicado por Mauro Mendes:






















