Faiad sustenta que o prefeito não foi notificado e sequer teve chance de ser ouvido e apresentar sua defesa no caso, sendo pego de surpresa pela maneira abrupta com que foi formada a decisão do desembargador Luiz Ferreira da Silva, que atendeu pedido do Mnisterio Público Estadual – MPE.
A defesa do prefeito afastado entrará com recurso para reverter seu afastamento. O emebista é acusado de supostamente liderar um esquema criminoso na saúde, embora de março a dezembro do ano passado o setor foi comandando por um Gabinete de Intervenção Estadual, também por decisão judicial.
“Obviamente vou recorrer dessa decisão para o órgão que puder. Essa é uma decisão injusta, absurda e abusiva”, frisou o advogado já na tarde de ontem (04), em frente à casa de Emanuel.
Na denúncia que agora retira Emanuel do cargo, o Ministério Público Estadual aponta um rombo de R$ 350 milhões de débitos com fornecedores e o não recolhimento de impostos dos servidores públicos.
Mais detalhes
De acordo com a denúncia do MPE, o esquema contava com a participação do assessor executivo da secretaria municipal de Governo, Gilmar de Souza Cardoso, do ex-secretário municipal de Saúde, Célio Rodrigues, e do ex-secretário-adjunto de Saúde de Cuiabá, Milton Corrêa Costa.
Na decisão, o desembargador impôs medidas cautelares ao emedebista, como a proibição de manter contato direto ou por interposta pessoa com servidores e secretários da Prefeitura de Cuiabá, bem como com as pessoas citadas na investigação.
Emanuel também está proibido de frequentar as dependências da Prefeitura Municipal e das empresas envolvidas. O vice, José Stopa (PV), assume o comando do Palácio Alencastro e será empossado no cargo nesta terça-feira (05), às 9h, na Câmara de Cuiabá.




















