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EM ENTREVISTA

Fundador do Telegram diz que tentaram matá-lo envenenado: ‘Sem andar por duas semanas’; assista

Empresário de 40 anos falou de suposta tentativa de assassinato, que teria acontecido em 2018, em entrevista ao podcaster Lex Fridman
Pavel Durov — Foto: Reprodução/Instagram

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O empresário Pavel Durov, de 40 anos de idade, fundador do Telegram, concedeu uma entrevista ao podcaster Lex Fridman, na última terça-feira (30), na qual disse ter sido alvo de uma tentativa de assassinato em 2018 por meio de envenenamento. Na conversa, Durov falou pela primeira vez sobre o assunto.

Durov disse que demorou sete anos para revelar o envenenamento pois estava desenvolvendo uma tecnologia de blockchain para o Telegram e temia que qualquer informação sobre seu estado de saúde causasse problemas.

“Aquele foi o único instante da minha vida em que pensei que estava morrendo”, contou Durov, que diz que a tecnologia desenvolvida por ele e seu irmão mais velho arrecadaram mais de US$ 1,7 bilhão em apenas três meses. Na época, o CEO do aplicativo de troca de mensagens havia sido banido na Rússia e no Irã.

O empresário relatou que morava sozinho quando um homem, que ele classificou como um vizinho estranho, deixou algo em sua porta. “Uma hora depois, quando eu já estava na cama, me senti muito mal. Senti dores por todo o corpo. Tentei me levantar e ir ao banheiro, mas senti que comecei a perder as funções do meu corpo”, lembrou.

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Durov explicou que perdeu a visão e a audição antes de começar a ter dificuldade para respirar. “Tudo veio acompanhado de uma dor muito aguda no coração, estômago, em todos os vasos sanguíneos. É difícil explicar. Eu não conseguia respirar, não conseguia ver nada, era muito doloroso. Achei que era meu fim. Pensei: ‘bom, tive uma vida boa, consegui realizar algumas coisas’. E aí desabei no chão”, afirmou.

O fundador do Telegram diz que acordou no chão no dia seguinte, mas que não conseguia se levantar, porque se sentia muito fraco e descobriu que seus vasos sanguíneos por todo o corpo estavam “rompidos”. “Algo assim nunca aconteceu comigo”, disse ele. “Não consegui andar por duas semanas depois disso”, completou ele, que manteve a situação de saúde em sigilo de sua equipe por questões de segurança.

Em agosto de 2024, Durov foi preso após desembarcar de um avião na França e indiciado na investigação do país sobre acusações de atividades ilícitas do Telegram, incluindo falta de moderação no aplicativo, além de criptomoedas. Durov ainda seria cúmplice em atividades como tráfico global de drogas, pedofilia e fraudes.

Ele foi alvo de doze acusações e colocado sob supervisão judicial, impossibilitado de deixar a França por meses, mas renegociou suas condições de libertação em março. Na entrevista, o bilionário diz que o suposto envenenamento o fez encarar a vida com ainda mais gratidão.

“Na verdade, me senti ainda mais livre depois disso. Depois de sobreviver a algo assim, você sente como se estivesse vivendo um tempo extra. De certa forma, você morreu há muito tempo e cada novo dia que você ganha é um presente”, analisou o empresário.

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