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Juiz intima perito que teria analisado assinatura errada em laudo de processo que envolve Mauro Mendes

Em uma das fotos de laudo grafotécnico, Thyago Machado teria analisado assinatura contida em documento que não pertenceria a engenheiro falecido cuja rubrica deveria ser analisada

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O juiz César Augusto Bearsi, da 3ª Vara Federal de Cuiabá, deu 15 dias para o perito forense Thyago Jorge Machado, da Politec, explicar a presença de uma assinatura em um laudo grafotécnico que alegadamente estava em um documento que não pertence ao engenheiro civil falecido cuja veracidade da rubrica estava sendo analisada.

A decisão é do dia 21 de maio.

O laudo do perito atestou a falsidade da assinatura do engenheiro José Abílio Manso Raimundo da Rocha em uma ação de improbidade administrativa onde o Ministério Público Federal (MPF) acusa o governador Mauro Mendes (DEM) e outras quatro pessos de fraudarem o leilão de uma mineradora realizado pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT) em 2009.

O pedido de explicação partiu da Advocacia-geral da União depois que o jornalista Haroldo Assunção, do site Brasil Notícia, comunicou à Justiça que, no laudo grafotécnico assinado pelo perito, uma das fotos apresentadas mostra uma assinatura que foi retirada de um documento que não pertenceria ao engenheiro José Abilio Manso Raimundo da Rocha.

Defiro o pedido. Intime-se o perito grafotécnico para esclarecer o quanto requerido pela União, no prazo de 15 (quinze) dias, escreveu o juiz César Bearsi, na decisão

O MPF também determinou a instauração de uma notícia de fato criminal para apurar o erro no laudo.

Após a publicação do laudo grafotécnico, a defesa do governador Mauro Mendes comemorou o resultado e garantiu que o laudo favorece a tese da defesa dos réus.

O Isso É Notícia mostrou que, após a publicação do laudo, o perito teve uma licença aprovada pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) para a implantação de um poço artesiano em seu nome.

O magistrado ainda determinou que outro laudo da avaliação seja anexado aos autos e que após as informações prestadas pelo perito Thyago Machado, o processo que corre desde 2014 deve ser concluso para sentença.

Caso seja condenado, Mauro e os outros réus podem ser condenados ao ressarcimento, pagamento de multas, perda dos direitos políticos e da possibilidade de contratar com o poder público e receber incentivos fiscais.