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FRAUDE NO TRT

Juíza simulou empréstimo de R$ 300 mil para Mauro Mendes, que tinha R$ 7 milhões na conta

Juíza simulou empréstimo de R$ 300 mil para Mauro Mendes, que tinha R$ 7 milhões na conta

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Prefeito de Cuiabá ainda mentiu, em depoimento à Justiça, sobre compra de terreno no Alphaville Prefeito de Cuiabá ainda mentiu, em depoimento à Justiça, sobre compra de terreno no Alphaville

 

A juíza Carla Reita Faria Leal, aposentada compulsoriamente pelo pleno do Tribunal Regional do Trabalho de Mato Grosso (TRT-MT), declarou que havia feito um empréstimo no valor de R$ 300 mil ao empresário e prefeito de Cuiabá, Mauro Mendes (PSB), no ano de 2009 e, meses depois, recebido o apartamento de luxo leiloado pelo TRT como forma de pagamento.

 

O problema é que a declaração de imposto de renda do empresário mostrava que ele detinha, em suas contas, nada menos do que R$ 7 milhões, o que caracteriza que ele não precisava de empréstimo de dinheiro na época.

 

A revelação foi feita pela desembargadora Eliney Veloso, que relatou o PAD contra Carla Reita. Ela foi aposentada compulsoriamente em julgamento realizado nesta tarde (30). A informação deixou até os demais desembargadores perplexos.

 

Na avaliação de Eliney, não há dúvidas de que o empréstimo declarado à Receita Federal foi falsificado para justificar o aumento patrimonial que o imóvel traria à magistrada.

 

Mauro Mendes mentiu à Justiça sobre compra de terreno, revela desembargadora

 

A desembargadora Eliney Veloso afirmou, em seu voto, que Mauro Mendes ainda mentiu, em depoimento, sobre a compra de terrenos no Residencial Alphaviile, onde reside.

 

Segundo a relatora, Mauro afirmou, em juízo, que comprou o apartamento no leilão do TRT, em dezembro de 2009, pensando em se mudar para lá com a sua família. Mas, segundo declarou Mauro, mudou de idéia após supostamente ter comprado terrenos no Residencial Alphaviille em 2010.

 

“Ao contrário do que disse em seu depoimento, as declarações de imposto de renda mostram que os terrenos no Alphaville foram adquiridos em julho de 2009, antes do arremate do apartamento”, comentou a desembargadora, durante o julgamento.