O juiz da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, Jean Garcia de Freitas Bezerra, intimou os réus de uma suposta fraude de R$ 8 milhões ocorrida na Secretaria de Estado de Trabalho e Assistência Social (Setas), durante a gestão do ex-governador Silval Barbosa. Entre eles está a ex-primeira-dama Roseli Barbosa, esposa de Silval, que deverá participar da audiência designada para o dia 3 de outubro de 2023.
Além da ex-primeira-dama são réus no processo Sivaldo Antônio da Silva, Silvio Cezar Corrêa de Araújo, Rodrigo de Marchi, Vanessa Rosin Figueiredo, Jean Estevan Campos Oliveira, Lidio Moreira dos Santos, Luiz Antônio Medrado de Queiroz, Willian Luiz da Silva, Murilo Cesar Leite Gattass Orro, Ricardo Jose Marques dos Rei, Adilson Vilarindo de Almeida, Rosana Gularte dos Santos, Idevan Pietro Gomes Luzardo Pizza, Jesus Onofre Da Silva, Paulo Vitor Borges Portela, Nilson da Costa e Faria e Valentina de Fátima Dragoni.
Na decisão, da última terça-feira (18), o Jean Garcia Freitas Bezerra também autorizou o compartilhamento de provas de um dos delatores dos autos, o empresário Paulo César Lemos.
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A operação “Arqueiro”, deflagrada em abril de 2014, apontou o desvio de R$ 8 milhões num convênio realizado pela Setas-MT com o instituto Concluir que, entre as ações, previa a confecção de apostilas com a História do Estado de Mato Grosso. O conteúdo didático, no entanto, apresentava erros bizarros, transcritos do portal de humor Desciclopédia.
As fraudes teriam ocorrido entre 2011 e 2014, período em que Roseli ficou à frente da Setas-MT. A ex-primeira-dama chegou a ser presa em agosto de 2015, mas ficou somente uma semana na prisão. Um ano depois, a pedido da esposa do ex-governador Silval Barbosa, a ex-juíza responsável pela ação na esfera penal, Selma Rosane Santos Arruda, foi afastada do caso por suposta imparcialidade, fato que anulou todos os atos da magistrada – incluindo a prisão de Roseli.
Uma outra ação na esfera cível, que apura os mesmos fatos, também tramita na esfera cível. Depois do atraso provocado pela suspeição de Selma Arruda, o processo hoje segue o seu trâmite na 7ª Vara Criminal.
Fonte: FOLHAMAX
























