O escritor e dramaturgo Benedito Ruy Barbosa morreu aos 95 anos nesta terça-feira (7/7). Segundo o Hospital do Coração de São Paulo, a morte foi em decorrência de complicações de insuficiência renal crônica (IRC). A instituição se solidarizou com os familiares e amigos.
Benedito será velado nesta terça, das 15h às 21h, no Funeral Home, na Bela Vista, no Centro de São Paulo. A cerimônia será aberta ao público entre as 15h e as 16h.
Benedito ficou conhecido como autor de sucessos na televisão, como as novelas Meu Pedacinho de Chão (1971), Pantanal (1990), O Rei do Gado (1996) e Terra Nostra (1999).
Mais velho entre cinco irmãos, Benedito Ruy Barbosa nasceu em 17 de abril de 1931, no município de Gália, no interior de São Paulo.
NOTÍCIAS QUENTES – Acesse o grupo do Isso É Notícia no WhatsApp e tenha notícias em tempo real (CLIQUE AQUI)
O primeiro romance de Benedito foi Fogo Frio, que, em 1959, a convite de Oduvaldo Viana Filho, se tornaria peça de teatro dirigida por Augusto Boal no Teatro de Arena – vencedora do prêmio principal da Associação Paulista dos Críticos de Arte.
Em 1954, Benedito Ruy Barbosa passou em um concurso promovido pelo jornal Estado de S. Paulo e foi contratado como revisor. A estreia como repórter ocorreu na editoria de Esportes do jornal Última Hora. Ele trabalhou ainda na Gazeta Esportiva e foi redator de publicidade da Radial Propaganda.
Depois, ele recebeu o convite para trabalhar como roteirista na agência J. W. Thompson, passando a cuidar de todas as novelas patrocinadas pela Colgate-Palmolive. Em seguida, contratado como autor pela multinacional, escreveu a novela Somos Todos Irmãos (1966), uma adaptação do romance A Vingança do Judeu, de J. W. Rochester, exibida pela TV Tupi. Trabalhou ainda na Excelsior e na Record, até ser contratado como assessor especial pela TV Cultura, em 1971.
O autor assinou contrato com a Globo em 1976 para escrever a novela O Feijão e o Sonho, que deu início à bem sucedida trajetória no horário das 18h. Na sequência, vieram À Sombra dos Laranjais (1977) e Cabocla (1979).
“Antes de mais nada, uma novela precisa ter uma grande história de amor”, disse Benedito Ruy Barbosa ao projeto Memória Globo, em 2021.





















