Morreu nesta quarta-feira (13), a ex-presidente da Associação de Travestis de Mato Grosso, Lilith Prado, referência na luta pelos direitos da população LGBTQIA+, especialmente de pessoas trans e travestis no estado.
Lilith estava internada para tratamento de um problema de saúde, não divulgado oficialmente, mas não resistiu. A morte foi confirmada pelo grupo Livre Mente, que publicou nota de pesar nas redes sociais.
“Lilith Prado fez parte da construção da luta e da resistência do movimento trans em Mato Grosso, deixando sua marca através da coragem, da solidariedade e do compromisso com os direitos humanos”, diz trecho da nota.
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A entidade também destacou a importância da ativista para o movimento social em Mato Grosso. “Neste momento de dor, nos solidarizamos com familiares, amigas, amigos e toda a comunidade que compartilha dessa perda irreparável. Sua trajetória permanecerá viva na memória e na história do nosso movimento”, afirmou o grupo.
Durante sua trajetória, Lilith denunciou diversos episódios de violência contra pessoas trans, principalmente profissionais do sexo que atuavam em regiões da Baixada Cuiabana. Ela própria foi vítima de agressões ao longo da vida, incluindo um espancamento com barra de ferro na região do Zero Km, em Várzea Grande.
Em 2011, Lilith também ganhou destaque nacional ao se tornar uma das primeiras travestis do país a recolher contribuição ao INSS como profissional do sexo, atividade reconhecida pelo Ministério do Trabalho.
A morte da ativista gerou manifestações de pesar entre integrantes de movimentos sociais e defensores dos direitos humanos em Mato Grosso.





















