O deputado estadual Valdir Barranco (PT) usou a tribuna da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), na manhã desta terça-feira (07.04), para fazer um ataque direto ao legado do ex-governador Mauro Mendes (União), por meio da leitura de um poema.
A manifestação ocorre uma semana após Mauro Mendes deixar o cargo, período que marca o início da gestão do atual governador Otaviano Pivetta (Republicanos).
Intitulado “O Governo que Virou Anúncio”, o texto classifica a gestão encerrada como marcada por propaganda e ausência de resultados concretos. Ao longo da leitura, Barranco sustenta que o governo priorizou a construção de uma imagem pública positiva, enquanto problemas estruturais permaneceram sem solução.
Entre os principais alvos está a condução de obras de infraestrutura. O poema cita a troca do VLT pelo BRT em Cuiabá como símbolo de promessas não cumpridas e intervenções que, segundo o parlamentar, agravaram transtornos urbanos.
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Na saúde, o texto é ainda mais contundente ao apontar falta de leitos, filas e demora no atendimento, além de questionar a veracidade de dados oficiais divulgados pelo Governo. A crítica também se estende aos indicadores negativos do setor no Estado.
O poema também acusa a gestão de penalizar servidores públicos, citando a taxação de aposentados e pensionistas, a ausência de recomposição salarial (RGA) e medidas consideradas prejudiciais à categoria.
Além disso, o conteúdo aborda impactos sociais e ambientais, com críticas a políticas relacionadas à pesca, à atuação frente ao garimpo ilegal e ao que classifica como prioridades distorcidas na aplicação de recursos públicos.
Em um dos trechos mais duros, o texto afirma que, ao final da gestão, não restaria legado concreto, mas sim um “vazio” sustentado por publicidade. A leitura reforça o tom de embate político e amplia as críticas já feitas por setores da oposição ao Governo.
A manifestação ocorre no início da gestão de Otaviano Pivetta, que assume o comando do Estado sob pressão por resultados e diante de um cenário de avaliação crítica da administração anterior.




















