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CASO OI

Natasha diz que partido de Mauro quer transformar crítica política em ilícito eleitoral

Médica presta informações ao TRE-MT e afirma que escândalo da Oi é fato público e que cobrança por transparência e investigação não se confunde com propaganda eleitoral negativa
Médica Natasha Slhessarenko (PSD) e o governador Mauro Mendes (União), no detalhe

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A médica Natasha Slhessarenko (PSD) prestou informações ao Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT) e afirmou que o União Brasil, partido presidido pelo ex-governador Mauro Mendes, quer transformar crítica política em propaganda eleitoral negativa.

As informações da pré-candidata ao governo pelo PSD foram prestadas em uma representação movida pelo partido do governador que quer a exclusão de um vídeo das redes sociais da médica que fala sobre o chamado “escândalo da Oi”.

“A acusação parte de premissa equivocada, pois tenta moldar discurso de crítica política, protegido pela Constituição Federal, como se fosse  propaganda eleitoral negativa. Porém, análise técnica e desapaixonada da fala de Natasha revela atipicidade da conduta”, diz trecho das informações prestadas pelo escritório Zamar Taques Advogados Associados, que defende a médica.

Para a defesa o chamado “escândalo da Oi” está muito bem delineado na representação movida pelo próprio União Brasil contra o ex-governador Pedro Taques (PSB).

“O “escândalo da Oi” é fato público. Isso nem o partido União Brasil há de discordar. E ele [o escândalo] está muito bem delineado na Representação 0600034-03.2026.6.11.0000, ao qual Vossa Excelência inclusive faz referência. Ali foi juntada cópia integral da ação popular que trata do tema; as acusações e os documentos apresentados [que não traremos aqui para evitar o fastio da repetição] mencionam figuras importantes do atual governo estadual. Ora, NATASHA tão somente afirmou que, sobre o tema, “muitas perguntas precisam de respostas”. Ela não está sozinha em sua busca de esclarecimentos”, diz a defesa.

“Outra coisa: NATASHA não acusou quem quer que seja de ter praticado ato ilícito, ilegal ou imoral no “escândalo da Oi”. Aliás. Ela não acusou ninguém de nada. Cobrar transparência não é crime nem ilícito eleitoral; é a essência do debate democrático. Na frase “dinheiro que poderia estar salvando vidas”, não é difícil concluir, querendo, que NATASHA questiona se o valor utilizado para pagar o acordo não poderia ser utilizado para melhorar a saúde pública. Nada mais. Isso é ofensa?”, questiona a defesa da médica.

Os advogados da médica pedem o indeferimento do pedido de antecipação de tutela e que a representação eleitoral seja, no mérito, julgada improcedente.

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