Quando os eleitores de Mato Grosso forem às urnas em outubro, um dado deverá orientar boa parte das estratégias de campanha: as mulheres serão maioria entre os votantes.
Mais do que isso, o perfil do eleitorado mostra uma predominância de mulheres entre 30 e 44 anos, faixa etária considerada estratégica por reunir pessoas em plena atividade profissional, muitas delas responsáveis pelo orçamento familiar, pela criação dos filhos e pelas principais decisões de consumo da casa.
Os números divulgados pela Justiça Eleitoral mostram que o Estado possui 2.638.230 eleitores aptos a votar.
Desse total, aproximadamente 1,3 milhão são mulheres, o equivalente a 51% do eleitorado.
O percentual acompanha a tendência nacional, onde elas representam 52,84% dos votantes.
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Embora homens e mulheres sejam disputados pelos candidatos, cientistas políticos avaliam que o voto feminino costuma ser menos ideológico e mais sensível às questões que afetam diretamente o cotidiano das famílias.
Temas como saúde pública, segurança, educação, geração de empregos, inflação dos alimentos, transporte e qualidade dos serviços públicos tendem a ocupar posição central na decisão desse eleitorado.
A faixa predominante entre 30 e 44 anos reforça essa característica.
Trata-se de mulheres inseridas no mercado de trabalho, muitas delas mães, chefes de família ou responsáveis pela administração das despesas domésticas.
São eleitoras que convivem diariamente com o aumento do custo de vida, com a necessidade de acesso à saúde, à educação dos filhos e à segurança nos bairros onde vivem.
Na prática, isso significa que a campanha tende a concentrar menos espaço em debates exclusivamente ideológicos e dedicar maior atenção às propostas capazes de produzir efeitos concretos na vida da população.
O perfil demográfico também ajuda a explicar por que programas voltados à saúde da mulher, ampliação das vagas em creches, combate à violência doméstica, melhoria da mobilidade urbana e fortalecimento da Segurança Pública devem ganhar destaque nas campanhas ao Governo do Estado e ao Senado.
Especialistas observam ainda que as mulheres costumam apresentar índices mais elevados de comparecimento às urnas e maior participação nas decisões familiares sobre política, ampliando sua influência sobre o voto do núcleo doméstico.
Outro dado importante é que quase nove em cada dez eleitores mato-grossenses possuem voto obrigatório, o que reduz significativamente a possibilidade de grandes variações provocadas pela abstenção.
Assim, conquistar segmentos específicos do eleitorado poderá fazer diferença em uma disputa que tende a ser equilibrada.
Nos bastidores das campanhas, esse movimento já começou a ser percebido.
Embora ainda priorizem a formação de alianças partidárias e a definição das chapas majoritárias, os pré-candidatos também iniciam estudos sobre o comportamento do eleitorado para direcionar programas de governo, publicidade e agendas de campanha.
Mais do que falar para um público amplo, a tendência é que cada candidato procure dialogar com grupos específicos de eleitores.
E, entre todos eles, as mulheres deverão ocupar posição central na disputa eleitoral de 2026.





















