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BURAQUEIRA

Presidente do TCE revela que quase morreu ao fiscalizar obra em MT

Fato ocorreu durante inspeções na MT-170, no Noroeste do Estado
Presidente Sérgio Ricardo fiscaliza obras da BR-163 - Foto: Tony Ribeiro/TCE-MT

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Ao rebater as críticas sobre suas fiscalizações, o presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), conselheiro Sérgio Ricardo revelou que quase teria morrido em uma das idas para a região Noroeste de Mato Grosso para averiguar as obras de pavimentação da rodovia estadual MT-170, a antiga BR-174.

A revelação sobre o ‘livramento’ foi dada em coletiva de imprensa nesta quinta-feira (18), durante uma visita ao local do incêndio que atingiu e destruiu o almoxarifado central e o centro de distribuição de merenda escolar da Secretaria Municipal de Educação de Várzea Grande.

Sérgio Ricardo falava sobre ser usado por lideranças políticas. “Eu não deixo ninguém me usar, eu to sendo criticado por fiscalizar, eu quase morri na MT-170, fui de carro, quase morri de tanto buraco na rodovia. Eu não posso ir para lugar nenhum porque estão me usando. Eu tenho credibilidade, gente”, afirmou.

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O presidente do TCE conduz uma série de inspeções na MT-170 com o objetivo de avaliar a qualidade da pavimentação da rodovia. Durante as vistorias, o presidente do TCE apontou que trechos da estrada apresentam desgaste precoce e informou a abertura de auditorias para apurar eventuais responsáveis.

Entretanto, a forma como Sérgio Ricardo fiscaliza estaria incomodando gestores e ex-gestores, como o ex-governador Mauro Mendes (União), que declarou que o presidente estaria fazendo uma “papagaiada e circo”. Isso porque, para ele, a legislação estabelece aos conselheiros da Corte limitações semelhantes às impostas aos magistrados.

Isso porque, o presidente estaria dando “manifestações públicas” demais sobre processos que podem ser analisados futuramente. Além da rodovia, outra fiscalização ‘polêmica’ foi a dos materiais didáticos em Cuiabá, ao lado do prefeito Abilio Brunini (PL). Ele chamou quem comprou os livros de “malandros e analfabetos”.

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