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BUSCA E APREENSÃO

Relator da CPI do Crime reage à operação contra Ciro Nogueira

Relator da CPI do Crime Organizado comentou à coluna operação da PF contra o colega senador Ciro Nogueira (PP-PI) nesta quinta-feira
Relator da CPI do Crime reage à operação contra Ciro Nogueira - foto: VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.fot

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Relator da já finalizada CPI do Crime Organizado no Senado, o senador Alessandro Vieira (MDB-SE) reagiu ao impacto da operação de busca e apreensão da Polícia Federal (PF) contra o colega Ciro Nogueira (PP-PI), nesta quinta-feira (7/5).

À coluna, Vieira afirmou que “pega mal” para o Senado ter parlamentares com “condutas e relações que exigem investigações dessa natureza”. A operação da PF foi autorizada pelo ministro André Mendonça, relator do caso Master no STF.

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“Pega mal para o Senado ter senadores com supostas condutas e relações que exigem investigações dessa natureza. O problema não está na investigação, está nos investigados. Por isso, é preciso celeridade e transparência nas investigações, até para evitar injustiças”, afirmou o senador sergipano.

Vieira atuou como relator da CPI do Crime Organizado no Senado nos últimos meses. A comissão pretendia investigar o crime organizado e seus tentáculos no país. Apesar do escopo, o parecer do senador teve repercussão negativa no Judiciário.

O relator pediu o indiciamento, por crimes de responsabilidade, dos ministros do Supremo Dias Toffoli, Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes, além do procurador-geral da República, Paulo Gonet. Nenhuma outra pessoa, além dos quatro, foi indiciada.

Operação contra Ciro Nogueira

Presidente nacional do PP, Ciro Nogueira foi alvo da nova fase da Operação Compliance Zero, que investiga o esquema do caso Master. De acordo com as investigações, o senador do Piauí recebia repasses mensais do banqueiro Daniel Vorcaro.

Ainda segundo os investigadores, a relação entre o senador e o banqueiro extrapolava a “mera amizade“, o “vínculo fraternal” ou a “atuação política regular“, e configura trocas financeiras e políticas, que são descritas na apuração. Entre essas trocas, a PF destaca:

 

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