Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.
CASA DE LEIS

Vereadora promove debate sobre reajuste do transporte coletivo

Em ação de sua autoria, Justiça dá 72 horas para Prefeitura explicar aumento

Compartilhe essa Notícia

A vereadora Edna Sampaio (PT) realiza nesta quarta-feira (4), às 17h, no auditório da Câmara Municipal, uma reunião com os movimentos sociais para discutir sobre o reajuste de R$ 4,10 para R$ 4,95 na passagem do transporte coletivo, autorizado pela prefeitura no último dia 13 de abril.

O reajuste foi feito por meio de um decreto que não passou pela apreciação da Câmara, contrariando a Lei Orgânica Municipal. 

Em resposta a uma ação movida pela vereadora, o Juiz de Direito Bruno D’Oliveira Marques, da Vara Especializada em Ações Coletivas da Comarca de Cuiabá, intimou o prefeito Emanuel Pinheiro a explicar, no prazo de  72 horas, o aumento da tarifa.

O prazo passa a contar a partir da ciência do executivo municipal sobre a intimação, o que pode acontecer até sexta-feira (6). 

A ação foi protocolada pela vereadora no dia 25 de abril junto ao Tribunal de Justiça de Mato Grosso. 

Ela também encaminhou à Câmara Municipal um projeto de decreto legislativo para barrar o reajuste e está próxima de conseguir as 13 assinaturas necessárias a um pedido de urgência que apresentou para que o decreto passe pela Câmara.

“Convidamos para este diálogo todos os interessados na defesa do direito de ir e vir do cidadão, que depende do transporte público para garantir esse direito. Estou propondo um decreto para trazer a discussão para a Câmara”, disse. 

Ela cobrou dos parlamentares o apoio à iniciativa e analisou o impacto do modelo de gestão baseado nas privatizações sobre a precarização dos serviços públicos em geral.

“É nossa responsabilidade discutir, sejamos da base ou da oposição, sobre o modelo de financiamento que temos para o transporte público em Cuiabá”, disse.

“Isso não pode continuar. Em todas as áreas – saúde, assistência social, transporte, saneamento básico – é do couro do trabalhador que se está tirando o lucro das empresas. Garante-se o direito de recomposição dos  serviços supostamente prestados, ainda que não se tenha comprovação dessa prestação”.

Ela rebateu os argumentos de que as empresas de transporte tiveram perdas devido à alta do combustível.  “A renda das famílias mais ricas sofreu impacto de 7% com a inflação e a crise, enquanto a das mais pobres sofreu mais de 20% de perda do poder aquisitivo. E estamos falando só das que têm renda, pois há as que perderam totalmente a renda”.

“Essa é uma questão fundamental. O transporte coletivo impacta a vida de todos os trabalhadores da capital e quero acreditar que os vereadores irão assinar este pedido  […]. Precisamos ser úteis à população”, disse a parlamentar.

NOTÍCIAS QUENTES – Acesse o grupo do Isso É Notícia no WhatsApp e tenha notícias em tempo real (CLIQUE AQUI)

Fonte: DA ASSESSORIA

publicidade

publicidade