Um vídeo mostra o vereador licenciado e atual diretor-presidente do Departamento de Água e Esgoto (DAE), Rogerinho Dakar (PSDB), recebendo maços de dinheiro cuja origem não foi esclarecida.
Nas imagens, ele recebe inicialmente uma quantia em espécie e a guarda no bolso. Depois, recebe uma sacola contendo outros maços de notas.
A gravação tem menos de dois minutos. Rogerinho aparece entrando em uma sala que, pelas imagens, aparenta funcionar em uma repartição ou escritório. Após se sentar, um homem entrega a ele um maço de dinheiro.
O diretor do DAE coloca as notas no bolso direito enquanto continua a conversa. Outros maços de dinheiro podem ser vistos sobre a mesa.
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Em seguida, o homem coloca diversos maços de notas dentro de uma sacola rosa e a entrega a Rogerinho. Após receber a sacola, o vereador licenciado continua conversando, sorri e deixa o local.
Não há informação sobre a data em que as imagens foram gravadas, o valor entregue ou a origem e finalidade do dinheiro. Também não é possível, apenas pelo conteúdo do vídeo, confirmar eventual relação dos valores com algum ato praticado por Rogerinho no exercício de função pública.
Essa é a segunda vez que a Prefeitura se vê envolvida em um flagrante com dinheiro em espécie. Em maio, o marido da prefeita Flávia Moretti, Carlos Alberto de Araújo, também foi flagrado em um vídeo contando uma grande quantidade de dinheiro, organizada em pelo menos nove montes.
Veja o vídeo:
Prefeita é investigada
A divulgação das imagens ocorre em meio a uma investigação que apura possíveis irregularidades envolvendo o DAE de Várzea Grande.
O Núcleo de Competência Originária (Naco), do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), investiga, por meio de inquérito, a prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), para apurar uma possível relação da gestora com irregularidades no departamento.
O caso tramita na Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Decor). Decisão relacionada à investigação foi proferida pelo desembargador Orlando Perri e assinada em 29 de abril.
Segundo a denúncia que deu origem à apuração, registros encontrados poderiam indicar a existência de chamadas “religações fantasmas”. A suspeita é de que esses procedimentos possam ter sido utilizados para justificar pagamentos indevidos de produtividade a servidores, com possível desvio de recursos públicos.
Até o momento, não há informação de que o dinheiro mostrado no vídeo tenha relação com os fatos investigados nesse inquérito.























