Embora tenha deletado o primeiro episódio do reality show com os funcionários, Viih Tube decidiu continuar com o programa e adiantou o novo programa. Com isso, a influenciadora se manifestou sobre a investigação do Ministério Público do Trabalho.
“Estou mega assustada com a proporção que isso tomou. A intenção era chamar a atenção. Antecipei o segundo episódio para vocês entenderem. Porque era tudo combinado. A gente achava que esse intervalo de 72 horas entre episódios era para as pessoas acharem estranho algumas coisas que aconteceram no primeiro. Só que foi muito pior do que a gente imaginava a situação. Estamos trazendo uma crítica social contra a escala 6×1”, disse Viih.
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O reality show “As patroas (e o patrão)” virou alvo de investigação porque Viih Tube e o marido, Eliezer, criaram uma competição com 11 funcionários e prometeram prêmios em dinheiro. Eles também diziam no primeiro episódio que os funcionários, que não trabalham todos os dias, não poderiam faltar no dia das gravações, pois seriam eliminados.
Na primeira prova, os participantes precisaram encontrar moedas de plástico espalhadas pela casa. Quem juntasse mais seria o vencedor da dinâmica. Algumas delas estavam dentro do vaso sanitário, e outras no lixo.
“Pelo amor de Deus da misericórdia, dentro do vaso?”, disse o motorista do casal, que enfiou a mão ainda na lixeira com papel higiênico sujo. “Estava cheio de bosta. Quem vai limpar?”, disse ele, aos risos.
No novo episódio, chamado de “lavação de roupa suja”, Viih e Eliezer promovem uma roda de conversas com as funcionárias, que relembram abusos sofridos em empregos antigos. A influenciadora explicou ainda a ideia:
“Nesse episódio, a gente trouxe duas críticas sociais: a precarização do trabalho, que foi o que a gente mostrou no primeiro episódio, e a luta pelo fim da escala 6 por 1. A nossa intenção era chamar a atenção para isso. Nós somos contra essa escala”.
Viih Tube fala da investigação do Ministério Público do Trabalho
A influenciadora se disse aberta a colaborar com as investigações.
“Vou dar satisfações aqui porque sei do risco. A gente sabia desde o início o que poderia acontecer por fazer um reality show com pessoas do trabalho. De toda forma, o Ministério Público pode fazer uma fiscalização. É direito deles. Porque realmente pode misturar as coisas”.
‘Funcionários não são obrigados a participar’
A influenciadora explicou que contratou os funcionários por fora do trabalho que já fazem. “Eles não são obrigados a participar. Foi feito o convite, quem topou e quis ter essa relação contratual com a gente fora do trabalho, tem um salário como participação mesmo em produção audiovisual. É como se fosse um cachê de publicidade, para ficar claro para vocês entenderem”.
Sobre as situações que poderiam ser consideradas humilhantes, ela reforçou que “foi para causar e chamar a atenção de um assunto importante”.
“A gente gosta que as pessoas trabalhem felizes e que o trabalho não seja a vida da pessoa”.




















