A vereadora Rosy Prado (União), presidente da Comissão dos Direitos da Mulher da Câmara Municipal de Várzea Grande, vem a público se manifestar diante da conduta verificada na sessão realizada no dia 17/03, na qual foi utilizado o termo “leitear” em referência à prefeita Flávia Moretti (PL), em fala do presidente da Casa, Wanderley Cerqueira, que protagonizou mais um episódio de misoginia durante a sessão desta última terça-feira, ao negar pela segunda vez a votação de um projeto que destina R$ 6,9 milhões para a saúde do município.
Embora se reconheça que, no vocabulário popular cuiabano, a expressão seja utilizada como sinônimo de “puxar saco”, seu emprego no contexto institucional é inadequado. A linguagem adotada no espaço legislativo não é neutra e deve observar parâmetros mínimos de respeito e responsabilidade, sobretudo quando direcionada a agentes públicos no exercício de suas funções.
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A Comissão da Mulher tem como diretriz o enfrentamento de toda forma de desrespeito à mulher, sem, contudo, esvaziar ou banalizar o conceito de violência política de gênero. Ainda assim, é preciso reconhecer que esse tipo de manifestação contribui para a desqualificação do debate público e não se compatibiliza com o nível de urbanidade esperado.
A divergência política é legítima e inerente ao regime democrático. O que se exige, no entanto, é que ela se dê dentro de limites que preservem o respeito institucional entre os Poderes.
Diante disso, a vereadora Rosy Prado reafirma a necessidade de que o ambiente legislativo seja pautado por condutas compatíveis com a responsabilidade do cargo, colocando-se, ao mesmo tempo, à disposição para contribuir com a construção de um diálogo mais respeitoso e produtivo entre os Poderes Legislativo e Executivo.






















