Em Cuiabá, médicos estão sendo retirados das unidades de saúde, escalas estão sendo reduzidas e turnos inteiros operam com número insuficiente de profissionais.
A denúncia é do Sindicato dos Médicos de Mato Grosso (Sindimed), que acionou o Poder Judiciário para assegurar transparência, condições mínimas de trabalho e atendimento à população.
De acordo com o presidente do Sindimed, Adeildo Lucena, a Justiça Federal já reconheceu a gravidade da situação e determinou que a Prefeitura apresente, no prazo de 15 dias, documentos que comprovem a redução de médicos nas unidades e apresente a justificativa para tal decisão.
A explicação, até o momento, seria a de “ajuste técnico”.
Segundo ele, a Capital vive hoje um chamado “colapso silencioso” – o que resulta de medidas como as tomadas recentemente, bem em um período com expressivos casos de gripe ou influenza -, pela gestão municipal em reduzir o número de médicos por plantão nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs).
Cada unidade estaria com um médico a menos por turno.
“Isso compromete diretamente a capacidade de resposta das UPAs e unidades básicas, sobretudo em situações de urgência e emergência. Não se trata apenas de gestão: trata-se de vidas em risco”, diz Lucena, no artigo “Colapso silencioso na saúde pública de Cuiabá: quando o ajuste técnico ignora vidas”.
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Com a ação judicial, a intenção é saber qual foi a justificativa da Prefeitura para redução dos profissionais, bem como esclarecer a situação à toda sociedade já que o número de trabalhadores tem sido insuficiente para atender a demanda.
“A decisão judicial reforça aquilo que temos denunciado: não há transparência nem fundamentação técnica clara para as mudanças implementadas. Reduzir profissionais em um sistema já sobrecarregado não é ajuste, é um retrocesso”, diz.
A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) diz que tem reforçado o compromisso da gestão municipal com o diálogo institucional e pela busca permanente por soluções que promovam avanços estruturais e qualitativos na saúde pública de Cuiabá.
Entre essas medidas, está reunião institucional voltada ao fortalecimento das políticas públicas de saúde na Capital, bem como a construção de estratégias e alinhamentos para ampliar a qualidade dos serviços ofertados à população, com destaque para áreas consideradas prioritárias, como a saúde bucal, a atenção primária e o funcionamento das UPAs.
Exemplo disso ocorreu na quarta-feira (15), durante a reunião com vereador Mário Nadaf (PV).
Na ocasião, foram debatidas propostas para otimizar o acesso da população aos serviços básicos, ampliar a resolutividade da atenção primária e avançar em melhorias estruturais e operacionais nas UPAs, garantindo maior eficiência no atendimento e melhores condições tanto para usuários quanto para profissionais da saúde.





















