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CANAL 27

TV de Cuiabá vai à Justiça contra suspensão pela Anatel e aponta empresário por extorsão

TV Mato Grosso diz ter provas de que comprou emissora de Marcos Tolentino em 2009, mas afirma que está sendo alvo de cobranças indevidas pelo empresário para finalizar o negócio
TV Mato Grosso diz que Marcos Tolnetino quer receber duas vezes o valor pelo qual vendeu emissora em Cuiabá

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A TV Mato Grosso (canal 27.1 UHF) entrou com uma ação cível junto à Justiça Federal e pede a derrubada de uma decisão administrativa da Anatel que suspendeu a programação da emissora, no último dia 1º de abril.

Na ação, a TV argumenta que firmou um contrato de compra e venda do canal, há 17 anos, com o empresário Marcos Toletnino, dono da Rede Mundial de Televisão.

No entanto, no dia 1º de abril, fiscais da Anatel suspenderam a transmissão do sinal da emissora, supostamente a pedido de Tolentino.

Empresário quer vantagem indevida, diz TV

A emissora atribui a suspensão da Anatel ao empresário Marcos Tolentino que, mesmo com o contrato de compra e venda e declaração da concordância, estaria exigindo R$ 7,9 milhões para terminar de passar o canal à TV Mato Grosso.

“Como demonstram os registros de mensagens colacionados, a conduta do Requerido é movida pelo nítido intuito de obter vantagem indevida. Em outras palavras: a única intenção é receber novamente pelo que já declaradamente recebeu no ano de 2009”, diz a TV na ação proposta e que tramita na 3ª Vara da Justiça Federal de Cuiabá.

A TV Mato Grosso lembrou que Marcos Tolentino foi alvo de operação do Ministério Público Federal, vindo a celebrar um acordo de delação premiada para obter sua liberdade. Para a emissora, o empresário quer custear os seus gastos de delatos com obtenção de vantagem ilícita da TV de Cuiabá.

“Por essa razão, o Requerido [Marcos Tolentino] busca agora, de forma espúria, “reequilibrar seu caixa” às custas da Requerente [TV Mato Grosso]. Para tanto, o Sr. Marcos Tolentino exige o pagamento da quantia estratosférica de R$ 7.928.678,00 (sete milhões, novecentos e vinte e oito mil, seiscentos e setenta e oito reais) para cumprir uma obrigação detransferência que já deveria ter sido finalizada há quase duas décadas”, diz a ação da emissora cuiabana.

Mensagem atribuída a Marcos Tolentino com “postura nitidamente extorsiva”, segundo a TV Mato Grosso

“Percebe-se, Excelência, que mesmo após ter alienado o canal e recebido o valor pactuado no ano de 2009, o representante da primeira Requerida [Rede Mundial] adota agora, 17 (dezessete) anos depois, uma postura nitidamente extorsiva. Ao exigir o vultoso montante de R$ 7.928.678,00 (sete milhões, novecentos e vinte e oito mil, seiscentos e setenta e oito reais) sob a ameaça de interrupção do sinal, o Requerido não apenas viola o contrato, mas utiliza a concessão pública como refém de seus interesses financeiros pessoais”, completou a emissora de Cuiabá.

Além da ação na Justiça Federal, a TV ainda impetrou um mandado de segurança na Justiça comum de Mato Grosso que deferiu liminarmente a suspensão do canal.

No mérito do processo federal, pede o reconhecimento do negócio jurídico celebrado em 2009 com a Rede Mundial e posse definitiva do canal.

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