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CRIME EM 1988

‘Chacina de Juara’: acusados são absolvidos 38 anos após o crime em MT

Crime ocorreu em 1988 e deixou três mortos após um linchamento em praça pública
Imagem mostra aglomeração em Praça durante tortura e homicídio de trio - FOTO : Reprodução

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Após quase 38 anos, todos os acusados foram absolvidos pelo Tribunal do Júri da Comarca de Sinop no processo conhecido como “Chacina de Juara”, ocorrido em janeiro de 1988. O julgamento foi realizado nesta terça-feira (2) e durou mais de 10 horas.

O g1 tenta localizar a defesa dos envolvidos.

O crime ocorreu em 1988 na cidade de Juara, a 654 km de Cuiabá. Na época, três homens foram linchados e mortos em uma praça do município.

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Durante a sessão, foram ouvidas testemunhas, realizados os interrogatórios dos réus e apresentados os argumentos da acusação e da defesa. Ao final, os jurados analisaram os quesitos relacionados aos três homicídios atribuídos aos seis acusados.

O Conselho de Sentença reconheceu a existência dos crimes, mas absolveu todos os réus. Em alguns casos, os jurados entenderam que não havia provas suficientes da autoria.

Em outros, optaram pela absolvição por meio do chamado quesito absolutório genérico, previsto no Código de Processo Penal, que permite aos jurados absolverem um acusado mesmo após o reconhecimento da materialidade do crime e da autoria. Nesses casos, os integrantes do júri respondem se o réu deve ser absolvido, sem a necessidade de apresentar uma justificativa específica para a decisão.

Veja abaixo:

  • Donizete Aparecido Silva: os jurados concluíram que ele não foi o autor da morte de Ademir. Já em relação às mortes de Luiz e João, a absolvição ocorreu por meio do quesito absolutório genérico.
  • Hildo Deodato Siqueira e Jonas Dante: foram absolvidos das acusações relacionadas às três vítimas por negativa de autoria.
  • Hilton Giocondo Saporski, Agapito Generoso Batista e Sergio Gaspar Branco: absolvidos de todos os crimes, por decisão dos jurados no quesito absolutório genérico.

A defesa dos acusados foi feita pela Defensoria Pública e pelos advogados Bruno Hintz, Maely Marques, Sônia Mara de Carvalho, Vanessa Cobos, Jorge Balbino, Márcio de Deus e Denner Felizardo.

Entenda o caso

Considerado um dos processos criminais mais antigos da região norte de Mato Grosso, o caso tramitou por quase quatro décadas até ser levado a julgamento.

Ademir Marques Ramos, Luiz Carlos Andrade dos Santos e João Batista da Silva foram retirados da cadeia pública de Porto dos Gaúchos, município que fica ao lado de Juara, após serem presos sob suspeita de envolvimento em um latrocínio registrado na região.

Em seguida, as vítimas foram torturadas, assassinadas e tiveram os corpos pendurados de cabeça para baixo na praça.

Ao longo dos anos, o caso passou por diferentes fases processuais e envolveu 59 denunciados. Parte dos acusados foi absolvida em julgamentos anteriores, enquanto outros tiveram a punibilidade extinta ou foram impronunciados por falta de provas.

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