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MATERIAL PEDAGÓGICO

Empresa que pressionava por contratos “some” após denúncias ao TCE

Informação foi repassada pelo prefeito Abilio Brunini
Abilio destacou que todas as informações apuradas pela administração municipal estão sendo repassadas ao TCE - Foto: Emanoele Daiane

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O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), declarou que a empresa que, segundo ele, vinha pressionando a Prefeitura para a aquisição de materiais pedagógicos desapareceu após a denúncia encaminhada ao Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT).

“Incrível, o dono que estava desesperado para entregar o material para nós sumiu. Depois daquele encontro lá no Tribunal de Contas, a pessoa que queria nos obrigar praticamente a receber o material que eles produziram não deu mais as caras”, afirmou.

De acordo com o gestor, após o caso ganhar repercussão junto aos órgãos de controle, representantes da empresa fornecedora não voltaram a procurar a Secretaria Municipal de Educação.

“A empresa estava pressionando a Prefeitura para poder fazer entrega de material. Após aquela denúncia em frente ao Tribunal de Contas, a empresa não se identificou mais até o momento na Secretaria Municipal de Educação”, completou.

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O prefeito destacou que todas as informações apuradas pela administração municipal estão sendo repassadas ao TCE e que o município segue colaborando com as investigações.

“A gente tenta informar o Tribunal de Contas e falar: nós estamos passando tudo para eles. Sempre que surgir essa situação, a gente está pronto para poder fazer o encaminhamento aos órgãos de controle”, declarou.

O episódio integra um conjunto de apurações conduzidas pela atual gestão sobre contratos na área da educação. Em outras ocasiões, Abilio já havia mencionado a identificação de processos de inexigibilidade que somariam R$ 11 milhões e R$ 17 milhões, relacionados à contratação de programas pedagógicos.

Segundo ele, esses contratos envolviam materiais e serviços que excederiam a capacidade de utilização da rede municipal de ensino.

“A gente começou a identificar inexigibilidades de R$ 11 milhões, R$ 17 milhões, e isso chamou muita atenção. Eram programas pedagógicos que incluíam livros, palestras e sistemas, mas em quantidade muito acima da capacidade de execução da rede municipal”, disse.

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