A greve dos profissionais da educação no município de Rosário Oeste (a 128 km de Cuiabá) completa sua primeira semana nesta sexta-feira (12/06), diante do impasse mantido pela Prefeitura Municipal. Sem apresentar propostas à categoria, a subsede do Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep-MT) no município dá continuidade às mobilizações, com participação de dirigentes estaduais da entidade.
Na quinta-feira (11), os trabalhadores em greve realizaram um ato em uma das principais avenidas da cidade, com a participação da presidenta em exercício do Sintep-MT, Maria Celma Oliveira. A presença da dirigente reforça o movimento, que tem entre suas principais pautas a cobrança pelo cumprimento da legislação federal referente ao Piso Salarial Profissional Nacional. No município, a defasagem entre salário e piso chega a 28%.
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“A lei do Piso é uma conquista da categoria. Mas, sem união e pressão coletiva, ela não sai do papel. Como sempre destacamos, lei que não é colocada em prática vira letra morta”, afirma Maria Celma Oliveira.
Nesta sexta-feira (12), uma audiência realizada na Câmara Municipal, com a participação dos 11 parlamentares, possibilitou que a categoria apresentasse e esclarecesse suas reivindicações. O encontro também resultou em encaminhamentos por parte do Legislativo municipal, que solicitou uma reunião de urgência com o prefeito para tratar das negociações e avançar na construção de propostas que possam pôr fim à greve.
Conforme o presidente do Sintep/Rosário Oeste, Moisés de Almeida e Silva, o movimento foi fortalecido pela intermediação dos vereadores do município. ‘Estamos aguardando ainda hoje uma proposta real vinda da Prefeitura para avançar nas negociações”, disse.

O Sintep-Rosário Oeste, representante legítimo dos profissionais da educação no município, destaca na pauta a necessidade de avançar em direitos coletivos da categoria. “Nossa luta é pela realização de concurso público, o piso nacional, reformulação do Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS), com a permanência dos trabalhadores de Apoio da carreira e a implantação da jornada de 30 horas semanais”, afirma a vice-presidente da subsede, Edna Aparecida Alves.
“Continuaremos firmes na luta para avançarmos de forma coletiva e forte, pois os desafios enfrentados na educação pública de Rosário Oeste atingem a todos que atuam nas escolas”, conclui o diretor regional Médio Norte II, Joildo Jovino.




















