O pré-candidato ao Senado pelo Avante, Antônio Galvan, defendeu a renovação política em Mato Grosso e criticou o senador Jayme Campos (União) ao comentar a possibilidade de o parlamentar disputar o Governo do Estado nas eleições de 2026. Para Galvan, o histórico de gestão do senador não justifica um retorno ao comando do Executivo estadual.
Ao avaliar a administração de Jayme Campos na década de 1990, Galvan relembrou os atrasos salariais enfrentados pelos servidores públicos e afirmou que esse período ainda está na memória de muitos mato-grossenses. “Não tenho nada pessoal contra o Jayme, mas não vejo nele know-how para voltar a governar Mato Grosso. O que eu lembro é de professores com salários atrasados e passando dificuldade. Salário é compromisso. Pode faltar recurso para outras áreas, mas o trabalhador não pode esperar para colocar comida na mesa”, declarou.
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O pré-candidato disse ter acompanhado de perto os impactos da crise em Sinop, onde morava na época, e lembrou das dificuldades enfrentadas pelas famílias e pela comunidade escolar. “Eu vi professores sem receber, escolas divididas por causa das greves e pais preocupados para que os filhos não perdessem o ano letivo. Essa é uma realidade que não pode ser esquecida quando se fala em colocar alguém de volta no Governo do Estado”, afirmou.
Galvan também questionou o legado da família Campos em Várzea Grande. Segundo ele, problemas históricos, como o abastecimento de água, permanecem sem solução mesmo após décadas de administrações ligadas ao grupo político. “Várzea Grande sofre com a falta de água há mais de 40 anos. Foram diversos mandatos da mesma família e esse problema continua. Se em tanto tempo não conseguiram resolver uma necessidade básica da população, fica difícil acreditar que terão condições de administrar Mato Grosso novamente”, disse.
Ao defender uma mudança no cenário político estadual, Galvan afirmou que a população espera gestores comprometidos com resultados. “Mato Grosso precisa olhar para frente. Respeito a trajetória de qualquer liderança, mas experiência, por si só, não basta. O que convence a população é trabalho, eficiência e compromisso com quem produz, gera empregos e move este Estado. É isso que eu quero representar”, concluiu.






















