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LUIS FELIPE FREITAS

Narrador da CazéTV é mais um a reclamar de estádios da Copa: ‘Enxergo nada’

Durante a semifinal entre Inglaterra e Argentina, o jornalista esportivo afirmou que não conseguia enxergar completamente o campo por causa da quantidade de cabines
Luis Felipe Freitas com a equipe da CazéTV na Copa: ponto cego em estádio atrapalhou narrador - FOTO : REPRODUÇÃO/CAZÉTV

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O narrador Luis Felipe Freitas, da CazéTV, foi mais um profissional brasileiro a reclamar da estrutura dos estádios da Copa do Mundo. Durante a semifinal entre Inglaterra e Argentina, o jornalista esportivo afirmou que não conseguia enxergar completamente o campo por causa da quantidade de cabines. “Daqui eu não enxergo nada”, desabafou.

A reclamação foi feita durante um ataque dos ingleses pela lateral esquerda “Eu preciso confessar que tudo que acontece [nessa parte], como é um estádio muito alto, íngreme e tem uma cabine de imprensa atrás da outra, não enxergo nada”, começou.

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Em seguida, Freitas admitiu que precisou de uma ajuda para narrar o lance. “Estou vendo pelo monitor”, soltou.

A maior parte das narrações da CazéTV foi feita no Brasil, mas as equipes embarcaram rumo à América do Norte nas fases decisivas. Globo e SBT já estavam nos Estados Unidos, México e Canadá desde os primeiros jogos.

No início de julho, Everaldo Marques também tinha criticado a estrutura da competição. O principal narrador da Globo no torneio apontou que o “padrão Fifa (Federação Internacional de Futebol)” exigido quando o Mundial ocorreu em países menos ricos é bem diferente daquele visto nos Estados Unidos.

“32° C de temperatura em Boston neste momento, e eu queria só fazer um registro nessa abertura: tá um calor daqueles! Não sei se eu vou suar tanto quanto em Miami, porque aqui é menos úmido”, começou Marques

“Mas, assim, quando a Copa do Mundo é na África do Sul, é no Brasil, eles [a Fifa] fazem uma série de exigências para que tudo as melhores condições e tal. Beleza! Mas devia valer para cá também”, alfinetou o narrador.

“Nós estamos aqui, esse estádio não tem cobertura; então, se chover daqui a pouco, a gente vai tomar chuva na posição de transmissão. Enquanto todos os outros estádios têm a cobertura nas posições de transmissão, nós estamos aqui ao relento, 32° de temperatura, estamos todos fritando aqui, nós e os companheiros de todas as televisões do mundo.”

“Só que, quando a Copa é na África do Sul, quando a Copa é no Brasil, existe uma série de exigências que não se repetem agora em 2026”, repetiu o profissional da Globo, sem esconder sua revolta.

Everaldo Marques não foi o único a reclamar do estádio. No SBT, Galvão Bueno também fez um desabafo similar. “Já estive aqui [no Gilette Stadium] algumas vezes, mas confesso a vocês que era de noite, então era muito agradável. [Agora, com a temperatura] Acima dos 30° C, e é um estádio antigo, não tem cobertura para ninguém. Todas as [cabines de transmissão das] televisões do mundo estão embaixo de sol”, reclamou.

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