A convenção estadual do União Brasil, marcada para o próximo dia 30 de julho, uma quinta-feira, caminha para sacramentar um acordo interno que deve amenizar o racha entre os principais grupos da legenda em Mato Grosso. Conforme apurou o Gazeta Digital, a tendência é que o senador Jayme Campos consiga a aprovação da candidatura própria ao Governo do Estado, porém sem a obrigação de que todos os filiados e lideranças do partido apoiem seu projeto eleitoral.
Na prática, o entendimento em construção prevê que integrantes do União Brasil tenham liberdade para declarar apoio ao governador Otaviano Pivetta (Republicanos), nome apoiado pelo ex-governador Mauro Mendes para a sucessão estadual em 2026.
A reportagem averigou que a possibilidade vinha sendo discutida entre as principais lideranças da legenda há um certo tempo, principalmente entre os irmãos Campos, mesmo sem nenhum plano de imposição aos apoios.
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Nos bastidores, também circulam informações de que o próprio Mauro Mendes estaria telefonando para convencionais com direito a voto na reunião do dia 30, pedindo que não apoiem a tese da candidatura própria do União Brasil.
A convenção tornou-se o principal palco da disputa pela sucessão estadual. De um lado, Jayme e o deputado estadual Júlio Campos defendem que o partido dispute o Palácio Paiaguás com candidatura própria, argumentando que a sigla possui estrutura e força eleitoral suficientes para encabeçar a corrida.
No campo oposto, Mendes atua para preservar a aliança construída nos últimos anos e consolidar o apoio do União Brasil ao projeto de Otaviano Pivetta, aliado político escolhido pelo grupo governista para disputar o comando do Estado.
Ao todo, 48 convencionais terão direito a voto na reunião. A escolha será feita por eleição secreta e definirá oficialmente qual estratégia eleitoral será adotada pelo partido.





















