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SANEAMENTO

Baixinha Giraldelli cobra dignidade e infraestrutura para moradores sem água e esgoto na capital

Segundo a vereadora, cerca de 120 mil pessoas vivem sem acesso ao esgoto na cidade, cenário que afeta diretamente a saúde pública e o meio ambiente
A vereadora Baixinha Giraldelli (SOL) - Foto: Danielly Santos

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A vereadora Baixinha Giraldelli (solidariedade) utilizou a tribuna da Câmara Municipal de Cuiabá, nesta quinta-feira (14), para cobrar ações efetivas do poder público diante da falta de água e rede de esgoto em dezenas de bairros da capital. Durante o pronunciamento, a parlamentar destacou que, dos 122 bairros de Cuiabá, apenas 28 possuem rede de coleta de esgoto, enquanto 94 seguem sem o serviço básico.

Segundo a vereadora, cerca de 120 mil pessoas vivem sem acesso ao esgoto na cidade, cenário que afeta diretamente a saúde pública e o meio ambiente. Baixinha alertou que aproximadamente 400 mil cuiabanos ainda dependem de fossas ou convivem com esgoto despejado em córregos.

A parlamentar também chamou atenção para a situação dos córregos da capital, como o Barbado, Moinho e Coxipó, que recebem diariamente esgoto doméstico e industrial. Ela afirmou que o problema é agravado pela falta de infraestrutura em regiões periféricas e loteamentos irregulares.

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Durante a fala, Baixinha destacou que Cuiabá possui 347 loteamentos irregulares mapeados pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente, sendo 211 localizados na região sul da cidade. De acordo com ela, justamente nessas localidades estão concentrados os maiores problemas de falta de água e saneamento básico.

A vereadora ressaltou ainda que a Lei Federal nº 14.026/2020 determina que os serviços de saneamento devem atender todas as áreas urbanas consolidadas, independentemente da regularização fundiária. “A irregularidade fundiária não pode servir como desculpa para negar dignidade às famílias que vivem sem água e esgoto”, afirmou.

Baixinha citou bairros e regiões que enfrentam dificuldades históricas, como Pedra 90, São Gonçalo, Nova Esperança, Jardim Industrial e Santa Terezinha. Segundo ela, muitos moradores precisam perfurar poços profundos por conta da ausência de abastecimento regular.

A parlamentar também cobrou atuação mais ampla da Defensoria Pública de Mato Grosso em relação às comunidades afetadas pela falta de saneamento. Durante o discurso, ela questionou por que apenas algumas regiões recebem ações judiciais emergenciais enquanto outras localidades permanecem esquecidas.

Ao finalizar, Baixinha Giraldelli reforçou que água e saneamento são direitos básicos da população e defendeu prioridade nos investimentos para atender bairros mais carentes da capital.

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