A China anunciou que vai isentar cidadãos do Brasil, Argentina, Chile, Peru e Uruguai da exigência de visto para viagens de até 30 dias, em um movimento que coloca os países sul-americanos em condição semelhante a países europeus e asiáticos.
O acordo começa a valer em 1º de junho e terá duração de um ano, segundo comunicado do porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Lin Jian, nesta quinta-feira, 15.
A medida ocorre após fórum realizado em Pequim entre autoridades chinesas, latino-americanas e caribenhas, no qual o presidente Xi Jinping prometeu ampliar a presença econômica da China na região, com uma linha de crédito de US$ 9 bilhões e novos investimentos em infraestrutura.
Essa decisão elimina uma barreira para turistas e empresários, já que o processo para obter visto chinês costumava ser complexo e oneroso, com taxa média de R$ 475.
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A isenção para os cinco países sul-americanos cobre o dobro do tempo permitido a visitantes europeus, que têm 15 dias de permanência livre desde 2023.
O anúncio ocorreu um dia após a visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a Pequim, onde participou do Fórum Celac-China, evento que reforçou os laços políticos e econômicos da China com a América Latina.
Contexto da isenção
Em dezembro de 2023, a China já havia flexibilizado a entrada de brasileiros para viagens em trânsito, permitindo permanência de até dez dias sem visto, desde que o viajante seguisse para outro país após a estadia chinesa. Agora, a isenção abrange qualquer viagem dentro do período de 30 dias, sem restrições de continuidade.
Não houve acordo de reciprocidade, e cidadãos chineses continuam precisando de visto para entrar no Brasil.
A imprensa estatal chinesa, como o jornal Global Times, ressaltou a importância do Fórum Celac-China para fortalecer a cooperação e o desenvolvimento na região, destacando que as palavras “desenvolvimento” e “cooperação” foram mencionadas 19 e 18 vezes, respectivamente, na declaração final do evento.





















