A Polícia Federal deflagrou, nesta terça-feira (26), uma operação que tem como alvo o ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL) no âmbito de uma investigação sobre aportes de recursos do estado em fundos vinculados ao Banco Master. Segundo a corporação, a investigação apura a “possível prática de crimes financeiros” envolvendo o Fundo Único de Previdência Social do Estado do Rio de Janeiro (Rioprevidência).
Trata-se da 8ª fase da Operação Compliance Zero. De acordo a corporação, são cumpridos 10 mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro e no Distrito Federal, expedidos pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Nesta fase da operação, os investigadores analisam aplicações que somam R$ 2,01 bilhões realizadas a partir de julho de 2024 em fundos de investimento ligados ao Banco Master. Segundo a PF, o volume total transferido pelo Rioprevidência para os fundos chegou a cerca de R$ 3 bilhões.
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As investigações são um desdobramento da Operação Barco de Papel, que identificou aportes considerados suspeitos do Rioprevidência em Letras Financeiras de um banco privado. Entre outubro de 2023 e julho de 2024, os investimentos teriam alcançado aproximadamente R$ 970 milhões.
Esta é a segunda vez neste mês que Cláudio Castro é alvo de ação da Polícia Federal. Em 15 de maio, agentes cumpriram mandados de busca e apreensão na casa do ex-governador – em condomínio de luxo na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio. Na ocasião, Ricardo Magro, dono do grupo Refit, também foi alvo da operação.
À época, a PF cumpriu 17 mandados de busca e apreensão e sete medidas de afastamento de função pública nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Distrito Federal. A Justiça também determinou a inclusão de um dos investigados na Difusão Vermelha da Interpol.





















