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BARRADO NA ENTRADA

Comunicador denuncia censura durante inspeção de Pivetta em hospital de Cáceres; vídeo

Segundo Castro Alves, a visita de Pivetta não foi previamente anunciada, uma estratégia que, para o comunicador, visava evitar manifestações populares
Hospital Regional de Cáceres

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A visita do governador Otaviano Pivetta ao Hospital Regional de Cáceres nesta segunda-feira, 27 de abril, que se pretendia discreta, transformou-se em palco de tensão e denúncias de censura. O comunicador Castro Alves, conhecido por sua atuação na cidade, relatou ter sido barrado na entrada da unidade de saúde, levantando questionamentos sobre a transparência da agenda governamental e a real situação do hospital .

Segundo Castro Alves, a visita de Pivetta não foi previamente anunciada, uma estratégia que, para o comunicador, visava evitar manifestações populares. “O governador veio não avisar o que está aqui, porque se avisasse antes a gente fazia o barulho e estaria aqui a população manifestando, porque é uma vergonha o que está acontecendo”, declarou Alves, visivelmente indignado com a situação .

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O bloqueio e a falta de transparência

O ponto alto da controvérsia foi o impedimento de Castro Alves de acessar o hospital. “Inclusive me barraram aqui agora para entrar no hospital regional, é uma sacanagem, uma canalice, eu quero saber porque eu fui barrado de entrar aqui”, questionou o comunicador, destacando a presença de deputados e do próprio governador no local . A tentativa de silenciar a imprensa e a população em um momento de inspeção governamental levanta sérias preocupações sobre a liberdade de informação e o direito de fiscalização pública.

Notícias recentes confirmam o caráter “surpresa” da visita de Pivetta, que chegou a Cáceres para vistoriar hospitais em meio a uma crise envolvendo a gestão da saúde. Acompanhado pelo deputado Valmir Moretto e pela prefeita Eliene Liberato, o governador foi conferir pessoalmente a gestão da organização social que administra o hospital .

Crise na saúde e denúncias de irregularidades

A visita de Otaviano Pivetta ocorre em um contexto de profunda crise na gestão da saúde em Mato Grosso, com o Hospital Regional de Cáceres no centro de diversas denúncias. Há relatos de um escândalo de R$ 700 milhões e questionamentos sobre a seleção da AGIR (Associação de Gestão, Inovação e Resultados na Saúde) para administrar a unidade, após um chamamento público que teve apenas uma participante . O deputado Max Russi chegou a escancarar um possível esquema de R$ 600 milhões no hospital, prometendo acionar o Ministério Público .

Castro Alves tem sido uma voz ativa na denúncia das condições do hospital, apontando omissão, falta de medicamentos e profissionais . A população de Cáceres, por sua vez, tem expressado insatisfação com a situação da saúde pública, e a visita “secreta” do governador apenas intensifica a percepção de que há algo a ser escondido.

O episódio em Cáceres evidencia a crescente tensão entre a administração estadual e a sociedade civil organizada, especialmente em um setor tão sensível como a saúde. A tentativa de controlar a narrativa e evitar o escrutínio público, como denunciado por Castro Alves, apenas alimenta a desconfiança e a insatisfação da população, que clama por transparência e soluções efetivas para os problemas do Hospital Regional.

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