Revoltado com a decisão do ex-procurador-geral da República, Rodrigo Janot, que pediu o afastamento de cinco conselheiros do Tribunal de Contas do Estado (TCE), após delação premiada do ex-governador Silval Barbosa, o conselheiro Antonio Joaquim se declara vítima de uma violência jurídica e acusou o Janot de ser parcial e de tentar proteger seu amigo, compadre e ex-colega de Procuradoria governador Pedro Taques (PSDB).
Antonio e mais quatro conselheiros foram afastados de seus cargos após a deflagração da operação Malebolge, que cumpriu mandados de busca e apreensão em diversos endereços no Estado. Gabinetes de conselheiros do TCE foram alguns dos alvos.
Silval acusa os conselheiros de pedir propina para aprovar contas de sua gestão e não atrapalharem os andamentos das obras do MT Integrado e da Copa.
Além disso, ele comentou sobre possível fraude na compra de uma fazenda de Antonio Joaquim. O conselheiro negou as acusações do ex-governador.
Esse afastamento para mim é uma violência jurídica, não há nos autos nada, absolutamente nada que possa justificar meu afastamento. Me surpreende a atitude do procurador Janot, que fez o pedido do meu afastamento, que sempre tive como uma figura admirável, mas no que se refere a delação sobre Mato Grosso, Janot foi criminosamente parcial e seletivo não tomou as atitudes em relação ao seu colega Pedro Taques, reclamou Joaquim durante entrevista à rádio Capital FM nesta segunda-feira (18).
De acordo com o conselheiro afastado, as acusações contra o governador são mais graves e nada foi feito contra o tucano.
Na delação, Silval cita reuniões com Pedro Taques, inclusive um pedido para que deixasse de apoiar o seu então candidato ao Governo nas eleições de 2014, Lúdio Cabral.
Olha a atitude de parcialidade, atitude de prevaricação, isso é um crime de prevaricação. Ele não pediu nada contra o Pedro Taques. Ele não pediu busca e apreensão, ele não pediu abertura de inquérito. Não estou dizendo que essas afirmações do delator sejam verdadeiras, mas no mundo da democracia o doutor Janot tirou o dever constitucional de tomar as providências democráticas.
Segundo Antonio Joaquim, seu advogado de defesa entrará com um agravo regimental pedindo o retorno dele ao cargo no TCE nas próximas semanas.























