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SEM BATER PONTO

Deputado defende exoneração de “influencer” de cargo na AL-MT

Júlio Campos alega que Ulysses não cumpre trabalho
O ex-deputado estadual Ulysses Moraes (Podemos) e o deputado estadual Júlio Campos (UB)

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O deputado estadual Júlio Campos (UB) afirmou, nesta quarta-feira (13), que cobrou um posicionamento do presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), Max Russi (Podemos), uma postura em relação a situação do ex-deputado estadual Ulysses Moraes (Podemos), cobrando inclusive uma possível exoneração. O ex-parlamentar, que é servidor da Casa, supostamente não tem aparecido para trabalhar nos últimos dias e estaria fazendo, no horário de expediente, atividades políticas como gravações de vídeos para redes sociais.

Ex-integrante do Movimento Brasil Livre (MBL), Ulysses Moraes foi deputado estadual entre os anos de 2019 e 2022. Após deixar o cargo, foi nomeado para o posto de Superintendente de Controle Interno de Fiscalização Financeira e Contábil da ALMT, com salário de aproximadamente R$ 19 mil. O ex-parlamentar, que ganhou fama na internet gravando vídeos questionando apoiadores da esquerda, possui cerca de 800 mil seguidores nas redes sociais.

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Recentemente, no entanto, a postura do ex-deputado passou a ser questionada, por conta do fato de ele estar lotado em um cargo público e, supostamente, estar nas ruas gravando vídeos no horário em que deveria estar na ALMT. Para Júlio Campos, a postura é condenável e relatou, inclusive, ter cobrado uma atitude da presidência do parlamento.

“Ele não está lotado em função externa e deveria estar atuando internamente, pois é um cargo de supervisão interna. Ontem mesmo conversei com o presidente Max Russi e cobrei uma posição da Mesa Diretora sobre esta situação de determinados servidores, que ganham um salário relativamente bom e não cumprem com sua função”, afirmou.

Júlio Campos destacou ainda que, nas últimas semanas, a postura do ex-deputado inclusive mudou, já que anteriormente, o bolsonarista costumava estar presente na ALMT, principalmente nos dias de sessão. No entanto, atualmente, houve um sumiço, o que para o deputado estadual seria passível de exoneração, caso ele fosse o presidente da Casa.

“Antigamente, ele até passava por aqui às quartas-feiras e em alguns dias da semana estava presente na Casa, mas nestes últimos tempos ele desapareceu por completo. Mas se for investigar, tem muito mais gente aqui na ALMT que, lamentavelmente, goza destas prerrogativas ilegais e imorais. Se fosse eu o presidente, com certeza ele seria exonerado”, completou.

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