O ex-prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (PSD), profetizou que, após as convenções partidárias em Mato Grosso, terá início uma série de ataques à reputação de candidatos. Segundo ele, esse movimento seria conduzido por um “grupo assassino de reputações”, em referência ao grupo político do ex-governador e candidato ao Senado, Mauro Mendes (União Brasil). A declaração foi feita após o União Brasil rejeitar a candidatura própria do senador Jayme Campos (União Brasil) ao Governo do Estado, durante convenção realizada na última quinta-feira (30), quando oficializou a coligação em apoio ao projeto de reeleição do governador, Otaviano Pivetta (Republicanos), articulação defendida por Mauro Mendes.
As discussões sobre a decisão vinham sendo travadas há meses dentro da legenda. Jayme Campos defendia que o partido lançasse candidatura própria ao Governo de Mato Grosso, enquanto Mauro Mendes sustentava o cumprimento de um acordo político para apoiar o projeto de reeleição de Otaviano Pivetta. A votação que pôs fim ao impasse no União Brasil terminou com 30 votos favoráveis à coligação com o Republicanos, 19 votos favoráveis à candidatura de Jayme Campos e um voto nulo.
Ao comentar o cenário político após as convenções partidárias, Emanuel Pinheiro afirmou que o senador Wellington Fagundes (PL) será o próximo alvo de uma campanha de ataques à reputação. Segundo o ex-prefeito, a suposta estratégia seria articulada pelo grupo político liderado por Mauro Mendes
“A próxima vítima ou o próximo alvo o Wellington Fagundes será vítima do mais covarde ataque à reputação de um homem público no Estado semelhante com o que aconteceu comigo, comandado por Mauro Mendes. Então pode ter certeza com isso eles querem preparar o terreno da candidatura W.O É assim que eles jogam a sociedade uma hora vai enxergar isso espero que seja nessas eleições…Querem fazer o W.O. Agora vocês esperem, vai começar a maior onda de bombardeio e ataque reputacional contra o Wellington Fagundes. Duas novas vítimas estão no alvo desse grupo assassino de reputações comandado por Mauro Mendes, popular Mauro Master. ”, criticou Pinheiro.
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Segundo Emanuel Pinheiro, a decisão do União Brasil faz parte de uma manobra política para inviabilizar a possibilidade de um segundo turno nas eleições de 2026 ao Governo de Mato Grosso e reduzir a disputa eleitoral, criando um cenário de “W.O.”. O ex-prefeito chegou a afirmar que, com esse movimento, a deputada estadual e pré-candidata ao Senado, Janaína Riva (MDB), também será prejudicada politicamente.
Na avaliação de Emanuel, a emedebista deverá ser o próximo alvo do que ele classificou como um “grupo assassino de reputações”. Segundo o ex-prefeito, isso ocorreria diante da possibilidade de Janaína ser escolhida como candidata a vice na chapa do governador Otaviano Pivetta (Republicanos) ou até mesmo de concorrer diretamenbto com Mendes na disputa por uma vga ano Senado. Ainda de acordo com Emanuel, o grupo político de Mauro Mendes trabalha para emplacar o deputado federal Fábio Garcia (União Brasil) na vaga de vice. No entanto, Garcia já reafirmou que disputará a reeleição para a Câmara dos Deputados.
“O próximo alvo, Janaína Riva, essa vai ser triturada porque eles precisam colocar Fábio Garcia como candidato a vice para abrir espaço para Virgínia Mendes ter mais facilidade ou viabilidade para ser eleita a deputada federal e com isso também acabar com o mal-estar existente hoje com o grupo e com a família de Fábio Garcia A hora que eles liquidarem a pretensão e a articulação de Janaína vai depender muito de Pivetta”, disparou Emanuel.
Emanuel afirmou ainda que vem denunciando essa estratégia desde as eleições de 2022. Segundo ele, naquela ocasião, decidiu lançar a então primeira-dama Márcia Pinheiro como candidata ao Governo justamente para impedir que Mauro Mendes disputasse a eleição sem uma oposição competitiva.
“Claramente, eu já venho denunciando isso há muito tempo, o lado de lá trabalha pelo W.O. Isso ocorreu em 2022 e só não houve W.O. porque eu coloquei a minha esposa, a então primeira-dama Márcia Pinheiro, que teve todo o desprendimento de convidado que estava para ser candidata a estadual, primeira suplente ao Senado, para representar uma reação, uma oposição ao Mauro Mendes e ao grupo que comandava Mato Grosso naquele momento, Agora o mesmo jogo se repete”, concluiu.
Vale destacar que as declarações e Emanuel Pinheiro foram dadas durante a convenção estadual do PSD, realizada no Hotel Fazenda Mato Grosso, em Cuiabá, no mesmo dia em que o partido oficializou a coligação “Mato Grosso para Todos”, formada por oito siglas: PSD, PT, PCdoB, PV, PSB, PDT, PSOL e Rede Sustentabilidade.
Na ocasião, o PSD homologou a candidatura da médica Natasha Slhessarenko ao Governo de Mato Grosso, tendo o advogado Diogo Botelho (PDT) como candidato a vice-governador. Para o Senado, o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro (PSD), teve confirmada sua candidatura à reeleição. A chapa conta como suplentes Alexandre Schenkel, liderança do agronegócio que presidiu a AMPA e a Abrapa, e Carmen Machado, servidora pública aposentada e presidente da Federação Sindical dos Servidores Públicos de Mato Grosso.




















